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terça-feira, 29 de outubro de 2013

MATÉRIA DA ÉPOCA: NOVA REFORMA?! ONDE?!


 


Enquanto esperava para ser atendido por um amigo na recepção de seu escritório, deparei-me com a matéria da Revista Época sobre uma suposta Nova Reforma Protestante. Outro dia li rapidamente no Pavablog, blog do Pavarini, comunicólogo incansável. Ontem um amigo da Igreja da Lapa, enviou-me a matéria completa para uma reflexão mais apurada. Na verdade, já tinha minhas inquietações nas primeiras leituras rápidas que fiz.


 



Alguns poucos supostos "intelectuais" evangélicos brasileiros (ainda que neguem, posto que está na moda para essa gente negar que são evangélicos) recém-criados pela própria mídia que ora eles detonam, agora arrogam-se de novos detentores da verdade. Como disse o Dr. Caio Fábio no Youtube: "não são protestantes, são reclamantes, não têm compromisso com o Evangelho e gostam do clubinho, gostam da brincadeirinha" e emenda: "eu ainda estou aguardando a conversão de vocês ao Evangelho".


Também sou crítico do evangelho neopentecostal, dos jargões infames, dos chavões do evangeliquês, do evangelho apresentado na mídia: mascarado, caricato e adulterado. Mas, aqui pra nós, não há nada de novo. É isso mesmo! Mudaram a roupagem, mas os atores são os mesmos, os nomes são os mesmos, apenas mudaram as máscaras de acordo com seus interesses. Que Reforma é essa que me afasta da ortodoxia? O Ricardo Gondim, apesar de sua capacidade intelectual (?) e inteligência em ordenar as palavras no papel, abraça o Teísmo Aberto e, ao mesmo tempo que propõe uma revisão dos conceitos de Onipotência, Onisciência, Onipresença e Soberania de Deus (segundo ele, herança das instituições que vêm desde a Idade Média), quer nos empurrar para os braços do seu novo affair: o ecumenismo pregado no atual metodismo, onde frequenta salas e cadeiras como pós-graduado em Ciência da Religião. Ou seja, o Gondim prega uma Reforma às avessas, contrária à fé ortodoxa e que nos leva de volta para os braços de Roma. Já o Ed Rene Kivitz com sua "outra espiritualidade " ou "nova espiritualidade", defende igualmente o diálogo inter-religioso, outro nome para ecumenismo, enquanto o Ricardo Gouveia, Ariovaldo Ramos (também está embarcando nessa) e outros, pegam carona no denuncismo contra as igrejas neopentecostais (que são dignas de críticas) e   desenvolvem um discurso tido como "politicamente correto", atacando o cristianismo histórico denominando-o de religiosidade institucionalizada.


Acho mesmo que estão bem intencionados e que são homens de bem. Todavia, vivem uma vida fora da realidade brasileira. São burgueses comprometidos com suas próprias visões, gostam de posar de intelectuais na mídia evangélica, são presunçosos, mas se chegar um endemoninhado em suas igrejas não saberão o que fazer, porque nessas igrejas intelectualizadas não tem espaço para o pobre, nem libertação, nem cura para "os gadarenos". Eles brincam de "igreja-modelo", de "novo-paradigma", e desprezam as igrejas por onde passaram e os líderes com quem aprenderam e cresceram. Hoje, pós-graduados, doutores, esquecem suas origens, desdenham delas e desfilam toda sua vaidade nos artigos, nos livros e nas "academias evangélicas" e similares. E o pior: seus egos estão inflamados por serem tidos e reconhecidos por novos reformadores e nem se dão ao luxo de virem a público para rejeitarem o título que não merecem e que não fazem jus. Eles se acham mesmo reformadores, formadores de opinião, agentes históricos levantados por Deus para pôr fim a um ciclo da História da Igreja. Quanta presunção cabe em tão poucos corações humanos! Há pouca diferença entre eles e os que são objetos de suas críticas e infelizmente, com raríssimas exceções, lutam consciente ou inconscientemente para imortalizar suas obras.





Outro que vem ganhando destaque é o Pr. Elienai Cabral Júnior, que bebeu da fonte da teologia ibadiana (IBAD - Instituto Bíblico das Assembleias de Deus) em Pindamonhangaba, depois tornou-se filhote do Gondim na Betesda. Extrai o texto abaixo do Púlpito Cristão, do querido Leonardo Gonçalves. Pelo teor do texto abaixo de autoria do Elienai Júnior, podemos avaliar que tipo de teologia esses novos "reformadores" estão fazendo com a Igreja: 


DEUS DE TÃO PERFEITO conheceu a plenitude do tédio. De tão cercado pelo idêntico a si mesmo, incapaz de dizer por que hoje não é apenas um reflexo de ontem, sem jamais ter sonhado com um outro dia, enfadado com a previsibilidade de um mundo impecável, inventou o amor. Ou seria, preferiu amar? [..] Deus, que do absoluto fugiu em desespero, que inventara o imperfeito, imperfeito se fez. Inventou-se entre os incertos. Aperfeiçoou a imperfeição. Humanizou-se entre humanos. De tão impreciso, despido das forças do absoluto, igualmente inapreensível, excepcionalmente frágil, tão vivo e tão morto, descortinou o absoluto como quem desnuda o que é mau. Imperfeito, salvou-nos da perfeição. (Elienai Cabral Jr.).



Infelizmente não está acontecendo nenhuma Reforma benéfica na igreja evangélica brasileira. A única coisa boa que está acontecendo, que consta na matéria da Época, é o evangelismo simples observado em Rondônia e a "subversão" popular de gente simples que não tem voz, status, poder ou dinheiro (como este editor) que através dos blogs pode falar a verdade sem pedir licença e apresentar seu ponto de vista em detrimento do elitismo intelectual que campeia o meio evangélico, entre outras coisas.

Maranata. Ora vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.



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