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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

QUAL ERA O ESPINHO NA CARNE DE PAULO?


QUAL ERA O ESPINHO NA CARNE DE PAULO?



O espinho na carne de Paulo é um dos assuntos que mais gera curiosidade entre os cristãos. A dúvida sobre qual era o espinho na carne do apóstolo deu origem a uma série de suposições. Algumas são completamente infundadas, enquanto outras parecem fazer mais sentido. Neste estudo bíblico veremos alguns pontos importantes sobre esta questão, e qual seria o possível espinho na carne sobre o qual Paulo pediu por três vezes ao Senhor para livrá-lo dele.

As especulações sobre o espinho na carne de Paulo

Como já disse, existe muita especulação sobre este assunto. Muitas delas são defendidas por estudiosos muito preparados no Novo Testamento, enquanto outras parecem ser tão absurdas que é difícil saber de onde surgiram. As principais sugestões são:
·  Epilepsia: alguns intérpretes sugerem que Paulo sofria de ataques de epilepsia. O problema é que não há qualquer indício em suas epístolas ou no livro de Atos de que o apóstolo tenha sofrido desse problema. Alguns tentam utilizar o texto de Gálatas 4:14 para tentar apontar para essa possibilidade, porém isto é forçar o texto e acrescentar algo que não está nele. Nessa passagem parece claro que o apóstolo está usando uma figura de linguagem.

·         Depressão: essa sugestão é defendida por aqueles que utilizam passagens onde o apóstolo expressa alguma tristeza ou descontentamento para supor que Paulo sofria de depressão. Obviamente o apostolo sofreu várias oposições durante o seu ministério, porém é bem difícil imaginar que alguém que escreveu algo como “somos entristecidos, mas sempre alegres” (2Co 6:10) tenha sido acometido de uma depressão séria.


·   Opositores: alguns escritos de Paulo nos revelam que ele teve de lutar continuamente contra inimigos de seu ministério e, consequentemente, em última análise, opositores do próprio Evangelho. Paulo sofria infâmia de seus próprios filhos na fé. Pelo que o apostolo nos relata, esse tipo de coisa lhe causava alguma agonia, porém considerar isto como sendo o próprio espinho na carne não parece ser muito coerente, além de ser estranho, pelo perfil de Paulo, que ele tenha orado três vezes para que Deus colocasse fim nos seus inimigos. Essa posição era a preferida de Lutero.

·         Tentação ou opressão maligna: alguns sugerem que o espinho na carne de Paulo era as tentações que o afligia, devido às limitações de sua natureza humana corrompida pelo pecado. Calvino preferia essa interpretação. Há também que aprofunde ainda mais esse aspecto, e estabeleça uma possível ligação com uma opressão demoníaca que atacava o apóstolo. Sobre a questão da tentação, é importante dizer que essa sugestão não se refere a exatamente um pecado específico e recorrente, como alguns de forma inconsequente e sem fundamentação bíblica tentam supor (principalmente com conotação sexual). Aqui trata-se da própria imperfeição humana frente à perfeição e magnificência do Evangelho que era pregado pelo apóstolo.

·  Problemas de visão: talvez essa seja a mais conhecida de todas as sugestões. Nela, especula-se que o espinho na carne de Paulo tenha sido seu possível problema de visão. Quando o apóstolo escreveu aos gálatas, compreendemos que a doença que o castigava também era motivo de aflição para eles, a ponto de, se pudessem, eles arrancariam os próprios olhos para dar ao apóstolo. Sabemos que Paulo tinha dificuldade de escrever suas cartas devido a uma visão fraca (Gl 6:11), e em algumas delas ele usou escribas para escrever por ele (ex. Rm 16:22), além de que Atos 23:5 parece sugerir que Paulo teve dificuldade em enxergar o sumo sacerdote Ananias na reunião do Sinédrio. A maior objeção a essa possibilidade, talvez seja o fato de que não sabemos se Gálatas 4:15 deve ser interpretado de modo literal ou figurado, ou, principalmente, se a provável doença que o apóstolo se referiu na Epístola aos Gálatas tenha realmente alguma ligação com o espinho na carne mencionado em 2 Coríntios.


·    Outras sugestões: também é sugerido que o espinho na carne possa ter sido nevralgia, reumatismo, malária (ou complicações dela, talvez até explicando o problema de visão) e lepra.

O que era o espinho na carne de Paulo?

Antes de falarmos sobre essa pergunta, precisamos considerar alguns aspectos importantes sobre o contexto que envolve a passagem onde a reclamação sobre esse espinho aparece. Estamos falando de 2 Coríntios 12, um texto em que o apóstolo Paulo descreve a experiência indescritível de um arrebatamento ao terceiro céu, onde na ocasião ele viu coisas que não é lícito ao homem pronunciar.

É interessante que no versículo 5 Paulo mudou drasticamente alguns aspectos de sua narrativa. Da descrição da glória celestial ele passou a descrever o sofrimento terreno, onde era perturbado por um mensageiro de Satanás.

Mais do que isto, Paulo ainda relaciona o privilégio de vivenciar experiências tão sobrenaturais com o sofrimento a qual era submetido. Daí ele nos explica o propósito do sofrimento e alguns detalhes que nos ajudam compreender um pouco melhor esse espinho na carne.

A palavra grega traduzida como espinho é skolops e significa literalmente “estaca” ou “espinho”, no sentido de perfurar a pele a ponto de ferir. Aqui é a única vez que esse termo grego é utilizado em todo o Novo Testamento.

Nesse capítulo, Paulo fez um discurso sobre o “gloriar-se”, e a preocupação que ele tinha em dar ao Senhor toda a glória e honra devida, de modo que seu grande desejo era continuar humilde e nunca cometer o erro de gloriar-se de si mesmo. A forma com que ele usa a terceira pessoa no começo do capítulo deixa esse princípio muito claro.
Diante disso, um ponto importantíssimo é a revelação do apóstolo sobre a origem do seu espinho na carne: o próprio Deus. Paulo claramente aponta que o espinho na carne que lhe feria foi dado por uma intervenção do Senhor. Considerando essa informação, pessoalmente acho bem difícil que tal espinho na carne se refira a um tipo de tentação.

Paulo intensifica ainda mais sua descrição apontando que um mensageiro de Satanás o atormentava por isto, ou seja, quando Deus lhe deu um algo que lhe causava desconforto, também permitiu que Satanás mandasse um dos seus agentes para atormentá-lo. Nesse ponto podemos nos lembrar de Jó (Jó 1:12; 2:6).
A forma com que Paulo descreve a ação desse mensageiro de Satanás também é interessante. Paulo diz que era “esbofeteado”, ou seja, ferido no rosto de forma humilhante. A maioria dos estudiosos entende que a forma com que as expressões são apresentadas no grego sugere fortemente que Paulo suportava dor física.

Assim, independentemente do tipo de sofrimento, podendo ser tanto de natureza física quando espiritual, o certo é que Paulo era atingido dolorosamente e literalmente em sua carne.

Particularmente me inclino a crer que a melhor possibilidade, ou pelo menos a que propõe mais indícios textuais, é a de que o espinho na carne de Paulo seja referente a um problema de visão. Entretanto, não penso ser este o ponto principal da narrativa do apóstolo, ou seja, o importante não é o “qual”, mas o “por que”.

Sendo bem sincero, qualquer explicação que possamos dar sobre qual era o espinho na carne de Paulo não passará apenas de uma mera especulação, pois de fato é impossível saber o que afligia o apóstolo, nem mesmo se era um problema interno ou externo.

Todavia, como já disse, se não sabemos “qual era o espinho” sabemos “o porquê do espinho“, e é isto o que realmente importa para nós, ensinando-nos algumas coisas importantes:

1. O espinho na carne de Paulo não era uma maldição, mas uma benção: Deus lhe conferiu tal sofrimento para que ele não caísse no que talvez fosse o seu maior medo: se tornar uma pessoa soberba. Paulo enfatiza essa condição duas vezes no mesmo versículo ao dizer: “para que não me exaltasse” e “a fim de não me exaltar“.

2.    O espinho na carne de Paulo revela o propósito de Deus: com base nesse texto de Paulo, entendemos que até mesmo o sofrimento pode revelar o propósito de Deus em nos poupar de uma dor ainda maior. Se o espinho na carne era dolorido para Paulo, a dor de ser um soberbo e reprovado espiritualmente era ainda pior. O espinho na carne era uma providência do próprio Deus para a vida do apóstolo.

3.    O espinho na carne de Paulo revela a soberania de Deus: a soberania de Deus é tão imensa e incompreensível para nós, que até mesmo a perturbação satânica pode ser usada por Ele para cumprir os seus propósitos. É incrível pensar que o mensageiro de Satanás que esbofeteava Paulo não desafiava o cuidado de Deus por sua vida, ao contrário, era um meio que contribuía com tal cuidado.

4.    O espinho na carne de Paulo o fez depender mais de Deus: como qualquer ser humano, Paulo buscou auxílio no Senhor diante desse sofrimento. Ele orou e suplicou para que Deus o livrasse daquela situação.

5.    O espinho na carne de Paulo revela que a oração é eficaz e que a vontade do Senhor permanece soberana: Paulo orou por três vezes para que aquela dor lhe fosse tirada. Entretanto, a resposta de Deus foi um “não”, acompanhado de um consolo sem igual: sua graça acolhedora. O espinho na carne de Paulo nos ensina que a oração é eficaz, porque ela chega até Deus e Ele a escuta, porém isso não significa que Ele nos responderá da forma com que imaginamos, pois, sua vontade está acima da nossa e seus desígnios são eternos e soberanos.

6.    O espinho na carne de Paulo revela a graça maravilhosa de Deus: diferente do esperado, Paulo não foi finalmente curado de sua dor, mas foi lhe dado algo que o capacitava e suportar qualquer aflição: a graça de Deus. Paulo escutou do Senhor: “A minha graça te basta“.


A graça de Deus é suficiente para nós, independente de qual for o nosso espinho na carne. Lembre-se disto: o espinho na carne de Paulo não era um desprezo, mas um cuidado do próprio Deus para com ele.

Meu desejo é que possamos olhar para as nossas dores não apenas com olhar de reclamação, mas com olhar de admiração pelo cuidado e pela soberania com que Deus conduz as nossas vidas, nos confortando em sua maravilhosa graça, e nos ensinando até mesmo em nossos sofrimentos.
Diante disto só nos resta dizer que “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28).



Fonte: https://estiloadoracao.com/qual-era-o-espinho-na-carne-de-paulo/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

RELÓGIO QUE PREVÊ O FIM DO MUNDO É ADIANTADO


RELÓGIO QUE PREVÊ O FIM DO MUNDO É ADIANTADO

Ana Carolina Leonardi - Superinteressante - quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Relógio que prevê o fim do mundo acaba de ser adiantado


Estamos a 2 minutos e meio do Apocalipse. É o que estima o comitê do Boletim de Cientistas Atômicos, responsável por ajustar, anualmente, o Relógio do Juízo Final. Mas atenção: estes 2 minutos e meio não são literais e sim um símbolo de quão próximos estamos de uma catástrofe mundial.

O Relógio surgiu há 70 anos, em 1947, criado por cientistas que participaram do Projeto Manhattam, aquele mesmo, da bomba atômica. Em um mundo ameaçado por uma guerra nuclear, eles criaram um índice: meia noite representava o Fim do Mundo, o Conflito Final. Em 1947, estávamos a 7 minutos da meia noite.

Esse número é atualizado todo ano, de acordo com os esforços mundiais para tornar o mundo um lugar mais ou menos seguro. Em 1953, com URSS e EUA testando bombas de hidrogênio por todos os lados, chegamos ao mais próximo do Fim: 23h58.

De lá para cá, as coisas pareciam melhorar. 1991 foi o ano mais distante da meia noite, e o Relógio marcou 23h43. Mas, desde 2015, voltou ao clima da Guerra Fria, marcando 3 minutos para meia noite. Em 2017, o perigo aumentou: o relógio foi adiantado em 30 segundo. É a primeira vez na história que ele não é alterado em um minuto completo. A 2 minutos e meio da meia noite, estamos no momento global mais tenso desde 1953.

Não existe nada de místico neste relógio: o horário que ele marca é completamente arbitrário. Porém, é decidido por um grupo de mente geniais – 15 dos membros do comitê venceram o Nobel. O grupo analisa a conjuntura mundial e decide o quão vulneráveis estamos a uma catástrofe planetária. Este ano, eles consideraram que o mundo está mais ameaçado que nos últimos anos – por conta de um combo de inação, desinformação e má gestão.

Ameaça nuclear

Hoje em dia, a análise do Boletim não se limita aos armamentos nucleares, mas eles seguem sendo uma ameaça importante à segurança no globo. Em 2017, os cientistas atômicos denunciaram a falta de incentivos à restrição dessas armas e acusaram os Estados Unidos e a Rússia de estimularem uma nova corrida armamentista, por seguirem modernizando sem parar os seus arsenais. A Coreia do Norte também entra como um fator preocupante, tendo completado seu quinto teste nuclear recentemente.

Aquecimento global

Entre ameaças à sociedade global, as mudanças climáticas estão no mesmo patamar da Bomba Atômica para os cientistas do Relógio. E eles são incisivos ao afirmar que as lideranças mundiais não estão fazendo o suficiente para combatê-lo.

Caixa de Pandora da Ciência

Para além dos riscos presentes, a inteligência artificial e a “independência” das máquinas foram tidas pelo grupo de cientistas como potenciais perigos para o futuro da humanidade, caso não haja um esforço mundial para delimitar o quanto essas tecnologias poderão se desenvolver sem a interferência humana. O alerta do time se refere especialmente ao lado “moral” da inteligência artificial, e pede uma reflexão profunda sobre a permissão de dar às máquinas autoridade sobre a vida humana.

Desinformação

Na mesma linha da Universidade de Oxford, que escolheu “pós-verdade” como palavra do ano em 2016, o Comitê do Relógio colocou a desinformação e a repercussão de notícias falsas como potencializadoras de desastres em grande escala. O exemplo citado é revelador: no ano passado, uma notícia falsa atribuiu a um ministro israelense uma ameaça ao Paquistão. O ministro paquistanês acreditou – e lembrou o mundo de que eles também têm armas nucleares. Para deixar clara a tensão de um mundo de pós-verdades, vale acrescentar que a resposta inflamatória do Paquistão não foi feita em pronunciamento oficial, e sim pelo Twitter. E, falando nisso…

Donald Trump

O Boletim dos Cientistas Atômicos não é nada discreto ao declarar que a eleição de Donald Trump tornou o mundo um lugar menos seguro. Trump é ligado a todos os problemas citados anteriormente – sua negação pública do aquecimento global é descrita como um enorme empecilho na luta contra a mudança climática. Suas declarações impulsivas sobre armamentos nucleares, seja ameaçando outros países, seja declarando a necessidade de aumentar o arsenal americano, tornam ainda mais urgente a necessidade de limitar o uso desse tipo de poderio militar. E, por fim, sua política feita via Twitter e apoio à rumores é exemplo claro da Era da Pós-Verdade.

O Comitê fala, com todas as letras, que só mudou o relógio 30 segundos porque Trump acaba de assumir o cargo e ainda não terminou de anunciar sua equipe. O que fica implícito é que eles acham que podemos estar ainda mais perto da meia noite do que o próprio Relógio do Juízo Final já mostra.

Revolução?

O tom de urgência do Anúncio do Relógio de 2017 é proposital: a ideia é chamar lideranças mundiais e cidadãos à ação imediata. O relatório pede medidas rápidas para a limitação dos arsenais nucleares, intervenções (pacíficas) contra a Coreia do Norte e ajuda financeira aos países subdesenvolvidos para a diminuição da emissão de carbono e o investimento em energia limpa. Exige ainda uma retratação imediata de Donald Trump quanto ao aquecimento global e a retomada dos esforços americanos quanto ao Acordo de Paris.

Mas o ritmo inflamatório do texto chega ao ápice no final: “O relógio está correndo, o perigo global se aproxima. Líderes sábios do poder público precisam agir já, guiando a humanidade para longe do abismo. Se não fizerem isso, os cidadãos sábios devem tomar a frente e mostrar o caminho”. Seria liberdade poética ou o Boletim de Cientistas Atômicos está chamando para uma revolução anarquista?



Fonte: http://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/rel%C3%B3gio-que-prev%C3%AA-o-fim-do-mundo-acaba-de-ser-adiantado/ar-AAmhyqd?OCID=MI12HT

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

ESCATOLOGIA !!!

ESCATOLOGIA – ESTUDO SOBRE O QUE É ESCATOLOGIA



Escatologia com certeza é a área da teologia que desperta mais curiosidade entre cristãos e até mesmo não cristão. Também é na Escatologia onde certamente os maiores debates teológicos são travados, isso devido as diferentes escolas de interpretação.

Devido a muitos pedidos, faremos uma série completa sobre Escatologia. Começaremos neste texto com uma visão geral sobre o que é Escatologia e, nos textos seguintes, analisaremos detalhadamente cada visão escatológica.
O que é Escatologia?

A Escatologia é o clímax da revelação divina, a principal razão da criação do mundo material, e o cumprimento dos propósitos eternos de Deus para a humanidade. A Escatologia é a divisão da Teologia Sistemática que aborda tanto as profecias que já se cumpriram, como as que ainda se cumprirão, ou seja, tudo o que era “profeticamente futuro” na época em que foi escrito.

O que significa Escatologia?

Escatologia é um termo que começou a ser utilizado no século XIX e vem do grego eschatos, “último”, e logos, “raciocínio”, significando então “teologia (ou doutrina, raciocínio) das últimas coisas”.

Quais são os principais assuntos estudados na Escatologia?

De forma geral, um estudo escatológico completo e detalhado procura estudar:

·              As profecias em relação a Jesus Cristo: tanto a profecia messiânica da primeira vinda de Cristo que é o assunto mais importante do Antigo Testamento, quanto às promessas de Sua segunda vinda;

·              Profecias em relação a Israel: uma abordagem completa, iniciando desde as primeiras promessas a Abraão no livro de Gênesis;

·              Profecias em relação aos gentios: existem muitas profecias na Bíblia sobre os gentios, abordando desde a primeira que ocorreu ainda na família de Noé;

·              Profecias em relação à Igreja: as principais profecias estão concentradas no Novo Testamento, onde fica claro a convocação de um corpo de santos formado por judeus e gentios;

·              Estado intermediário: uma abordagem sobre o estado intermediário dos homens (tanto dos salvos quanto dos ímpios) após a morte enquanto aguardam a ressurreição;

·              Reino milenial: essa área é a que mais gera discussões devido as suas diferentes escolas de interpretação, mas basicamente se refere ao reino milenar de Cristo descrito em Apocalipse capítulo 20;

·              Juízo final: um estudo sobre o julgamento de todos os homens. O evento do juízo final terá algumas diferenças (principalmente cronológicas) dependendo da corrente de interpretação escatológica adotada;

·              Estado eterno: um aprofundamento sobre os relatos de Apocalipse 21, onde é descrito o local do estado eterno para os justos como sendo um novo céu e uma nova terra, e para os ímpios o tormento eterno no lago de fogo, que é a segunda morte.

As diferentes correntes escatológicas:

Existem basicamente quatro correntes de interpretação escatológica:
·              Pré-Milenismo Histórico: defende a segunda vinda de Cristo como sendo pós-tribulacional, e uma interpretação literal de Apocalipse 20;

·              Pré-Milenismo Dispensacionalista: também interpreta de forma literal o capítulo 20 de Apocalipse, e defende a segunda vinda de Cristo dividida em duas partes, sendo, a primeira pré-tribulacional para a Igreja, e pós-tribulacional para estabelecer o milênio;

·              Amilenismo: defende a segunda vinda de Cristo como sendo pós-tribulacional, e uma interpretação não literal de Apocalipse 20, ou seja, o milênio não é um período literal e sim espiritual que já começou na primeira vinda Cristo;

·              Pós-Milenismo: defende a segunda vinda de Cristo como sendo pós-tribulacional, e também uma interpretação não literal de Apocalipse 20, porém diferente do Amilenismo que define o início do milênio na segunda vinda de Cristo, o Pós-Milenismo acredita no milênio como sendo um período de grande paz e prosperidade no mundo ocasionado pela pregação do Evangelho.

Os pontos mais discutidos nas diferentes interpretações escatológicas:

·              Segunda Vinda de Cristo/Arrebatamento: o evento em que Cristo retornará a terra. Para o Pré-Milenismo Dispensacionalista, esse evento será dividido em duas etapas, iniciando com um arrebatamento secreto da Igreja. A palavra “arrebatamento” não existe originalmente na Bíblia, mas foi traduzida de um termo grego em 1 Tessalonicenses 4:17para se referir ao encontro repentino da Igreja com Cristo nos ares;

·              Tribulação/Grande Tribulação: Um período de tribulação final e intensa que afligirá o mundo. Para quem defende um arrebatamento pré-tribulacionista, a igreja não passará por esse período. Já quem defende um arrebatamento pós-tribulacionista, acredita que a igreja passará pela grande tribulação e no final será salva pela volta de Cristo;

·              Tribulação de Sete Anos: No Novo Testamento não existe a informação de que o período de grande tribulação durará sete anos. Quem defende essa posição utiliza as setenta semanas de Daniel (Dn 9) combinando com um esquema de leitura do livro de Apocalipse (principalmente o capítulo 13) para construir um estudo que serve como base para o argumento;

·              Anticristo: o aparecimento de uma pessoa (e/ou sistema em algumas linhas de interpretação); que exercerá um governo unificado no mundo e agirá em grande oposição a Deus;

·              Milênio: período descrito em Apocalipse 20 a qual os santos reinaram com Cristo. Nesse tempo Satanás estará amarrado, e será solto apenas no fim do período. Alguns interpretam como um período literal após a volta de Cristo, e outros interpretam como um período simbólico antes da volta de Cristo.

Para uma melhor compreensão sobre o assunto, indicamos a leitura dos textos:

·              As Diferentes Correntes Escatológicas
·              O Livro do Apocalipse
·              Como Estudar o Livro do Apocalipse


Sobre Daniel Conegero



Daniel Conegero

Daniel Conegero é o líder do Projeto Estilo Adoração. Começou a pregar a Palavra de Deus com apenas 3 anos de idade. Aos nove anos começou a compor e liderar o louvor na igreja. É professor de Teologia e também da Escola Bíblica Dominical na igreja em que congrega. É formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.



Fonte: https://estiloadoracao.com/o-que-e-escatologia/