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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

HULDA A PROFETISA



HULDA, UMA MULHER QUE AJUDOU UMA NAÇÃO APÓSTATA A VOLTAR A DEUS

"O termo profecia, na Bíblia, (no hebraico nebu'ab) não se refere primeiramente à predição de acontecimentos futuros, no sentido em que se prevê o tempo ou as finanças. Refere-se, sim, à proclamação da vontade de Deus sentida intuitivamente com respeito a uma situação específica na vida de um indivíduo ou de uma nação."*

2 Crônicas 34:22-33
(Ler também 2 Crônicas 34:1-21; 35:1-19)
Embora o seu nome significasse "doninha", felizmente Hulda não permitiu que isso afetasse o seu caráter. A sua vida não se parecia de modo nenhum com esse animalzinho tímido e parecido com a marta. No tempo em que Hulda viveu, eram necessárias pessoas que ousassem falar corajosamente das suas convicções, que não tivessem medo de agir.
Hulda era uma profetisa, uma mulher que servia como porta-voz de Deus. A sua vocação especial não a colocava fora do seu meio social, pois era ao mesmo tempo uma dona-de-casa.
Hulda era esposa de Salum, o homem responsável pelo guarda-roupa do rei Josias. Como toda a mulher casada deve fazer, ela cuidava diariamente do marido. Mas o casamento não constituía impedimento à execução da sua tarefa. Conseguia harmonizar uma responsabilidade com a outra. Nessa altura, Israel tinha também dois profetas, Jeremias (Jer. 25:1-7) e Sofonias (Sof. 1:1-6), que continuamente insistiam com o povo para voltar a Deus.
Os israelitas tinham abandonado o Senhor. Já não obedeciam à Sua Palavra. A nação havia-se tornado apóstata. Embora Israel se tivesse afastado das leis que Moisés tinha dado seis séculos antes, o povo ainda continuava fiel à letra daquelas leis. Segundo essas leis, os israelitas tinham podido contar com uma bênção e prosperidade excepcionais da parte de Deus, pois eram o Seu próprio e nobre povo. Ele havia-os escolhido acima de todas as outras nações (Dt. 7:6). Todavia, aqueles privilégios tinham estado dependentes de uma condição: o povo tinha de permanecer fiel a Deus.
Se eles deixassem de ser fiéis, os resultados seriam trágicos. Se rejeitassem a Deus, Ele os rejeitaria também (Osé. 4:6). Catástrofes indizíveis cairiam sobre eles, e no fim não permaneceriam na terra que Deus lhes tinha prometido através de Moisés (Dt. 28:1-64).
Com esta chamada à obediência, Deus tinha dado ao Seu povo um padrão pelo qual ele deveria aferir a sua vida: os Seus Mandamentos. Para tornar possível essa obediência, Ele havia descrito cuidadosamente essas leis. O Seu povo não estava às escuras quanto ao que Deus esperava dele. Sabia exatamente o que Deus requeria.
Para impedir que os israelitas esquecessem os Seus mandamentos, Ele disse-lhes que escondessem as leis nos seus corações. Deviam ensinar aos filhos a Palavra de Deus e deixar que as suas vidas individuais e as das famílias fossem permeadas por pensamentos a respeito dEle. Todas as suas atividades deviam ser influenciadas pela orientação de Deus (Dt. 6:6-9).
Por conseguinte, a obediência à Palavra de Deus não seria muito difícil para os israelitas. Essa obediência não ficava fora do seu alcance nem acima das suas forças. Pelo contrário, eles tinham ouvido as Suas leis desde a infância e levavam-nas no coração, prontos para as recitarem sempre que necessário (Dt. 30:14). Tudo o que Deus esperava deles era disposição para viverem de acordo com a Sua orientação.
Isso seria feito com a Sua ajuda e por meio do Seu poder. Desse modo, todo o mundo poderia constatar a felicidade de uma nação que andava com Deus.
Ao princípio, especialmente enquanto os israelitas foram governados por reis bons, tudo corria perfeitamente. Durante o reinado de Davi, que se tinha mantido apaixonadamente fiel a Jeová, Deus tinha abençoado Israel. No tempo de Salomão, filho de Davi, que tinha sido amado pela sua piedade e sabedoria, a fama de Israel estendeu-se.
Todavia, a partir daí, os israelitas tinham ido gradualmente degenerando na sua vida espiritual. Afastavam-se cada vez mais do seu pacto com Deus. Poucos dos anteriores reis israelitas se tinham desviado tanto de Deus como Manassés e Amom, avô e pai do rei que então governava. Poucos outros reis haviam sido tão ímpios, tão apóstatas. Nenhum tinha servido os ídolos de modo tão repulsivo (2 Crôn. 33:1-25).
Hulda dava as suas audiências perto dos edifícios do templo. Aí, no seu posto na parte nova de Jerusalém, dava diariamente conselho ao povo em relação ao Senhor. A despeito da apostasia de Israel, ainda havia algumas pessoas interessadas em conhecer a vontade de Deus.
Hulda desempenhava abertamente os seus deveres, sem qualquer impedimento. Não precisava se esconder, como havia acontecido com outros profetas. Pela primeira vez, depois de muitos anos, Judá tinha um rei que servia a Deus. O rei Josias, seguindo nos passos do seu ilustre antepassado, Davi, obedecia cuidadosamente às leis de Deus e não se apartava delas. Sem dúvida que a sua dedicação a Deus era o resultado da influência de sua mãe Jedida. Ele começou a purificar a terra dos ídolos, destruindo os altares dos deuses falsos e reduzindo os ídolos a pó. Contratou também trabalhadores para consertarem e melhorarem o templo de Deus (2 Crôn. 34:1-13).
No local onde atendia as pessoas, Hulda fora-se acostumando ao barulho das obras no templo. Foi então que, numa tarde, viu que cinco homens se aproximavam. Reconheceu facilmente Hilquias, sumo-sacerdote, e Safã, o secretário, e vários outros servos do rei. Vinham com expressões sérias e mediam bem as palavras.
"Quando se tirava o dinheiro que se havia trazido à Casa do SENHOR, Hilquias, o sacerdote, achou o Livro da Lei do SENHOR, dada por intermédio de Moisés. Então, disse Hilquias ao escrivão Safã: Achei o Livro da Lei na Casa do Senhor" (2 Crôn. 34:14-15).
"Relatou mais o escrivão ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me entregou um livro. Safã leu nele diante do rei. Tendo o rei ouvido as palavras da lei, rasgou as suas vestes" (vv. 18-19).
O rei sente-se envergonhado pelo pecado do Seu povo. Compreende que a situação é muito séria, pois receia a ira de Deus.
Hulda logo compreendeu que os homens tinham vindo ter com ela para descobrir a vontade de Deus em relação a este livro que fora encontrado. Se ficou admirada por o rei a ter consultado a ela em vez de ao profeta Jeremias, por exemplo, não o manifestou. Como outras profetisas no passado – Miriã (Êxo. 15:20) e Débora (Juí. 4:4) – Hulda estava habituada a trabalhar com homens, com naturalidade e dignidade.
Deus precisava de um ser humano que pudesse proclamar a Sua Palavra na terra. Na maioria dos casos usava os serviços dos homens, mas nesta época particular usou uma mulher.
Hulda compreendia perfeitamente que, como mulher, não devia tentar competir com os homens. Nem tampouco procurava escapar à suas responsabilidades, só porque era mulher. Deus procurava uma pessoa que pudesse servir como instrumento; o sexo dessa pessoa era secundário no Seu plano.

Paulo explicou claramente este princípio quando escreveu que não é a natureza de um instrumento mas a sua eficiência que o torna útil para Deus. Não importa, por exemplo, se um vaso é de ouro, de prata, ou de barro, contanto que seja santificado e "idôneo para uso do Senhor, preparado para toda a boa obra" (2 Tim. 2:20-21).

Jeová seja louvado, pensava Hulda. Josias não quer tratar o Livro da Lei como uma antiguidade que faz parte de uma coleção. Ele compreende que o Livro de Deus não pode ser considerado um ornamento numa biblioteca real. A Lei existe para ser aplicada.
Hulda não pôde deixar de reconhecer a autoridade do Livro da Lei que acabava de ser encontrado. A sua resposta foi clara, sem reservas. Não mostrou qualquer constrangimento, pois foi o próprio Deus que falou pelos seus lábios, desafiando o povo.
"Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim:  Assim diz o Senhor ...." Aquelas quatro palavras – "assim diz o Senhor" – eram as que davam crédito ao que ela dizia como profetisa (2 Crôn. 34:23-24).
Hulda predisse então a ruína nacional do povo. Eles não tinham dado importância à Palavra de Deus e tinham apostatado, servindo os ídolos em vez de o Deus vivo. A mensagem que ela apresentou foi portanto uma mensagem terrível e de condenação (v. 25) mas Hulda não escondeu nada. Não temia os resultados que essas palavras pudessem ter sobre si própria.
Contudo, as palavras de Deus não continham apenas condenação; falavam também de graça. Deus tinha notado o amor e a fidelidade que Josias mostrara para com Ele, a sua pronta resposta às Escrituras. Por isso, adiou o Seu julgamento para depois da morte do rei (v. 26-28). Então, no tempo do rei Zedequias, o juízo seria executado sobre o povo. Nessa altura, o cálice da ira de Deus estaria a transbordar. Já não seria possível qualquer restauração, pois Israel não tinha respondido aos repetidos apelos de Deus para a conversão (Jer. 29:19). A nação tinha ignorado as Suas ordens: "Ó terra, terra, terra, ouve a palavra do Senhor!" (Jer. 22:29) Jerusalém e o templo seriam destruídos, e as pessoas forçadas a ir para o exílio (2 Crôn. 36:15-21).
Depois de os mensageiros terem entregado a forte mensagem de Hulda ao rei, este já não tinha qualquer dúvida de que Deus havia falado por ela. Viu também claramente que se tornava necessário agir de imediato.
Logo ele foi ao templo com os líderes do povo e leu a Lei de Deus a todos os habitantes de Jerusalém e Judá, tanto pequenos como grandes (2 Crôn. 34:30).
As pessoas ouviram atentamente. Como no caso do rei, ficaram convictas de que Deus havia falado através da profetisa Hulda. Em conseqüência, começou um avivamento entre o povo, como jamais se havia conhecido. O rei, os líderes e a nação inteira fizeram um novo concerto com Deus. Juntos afirmaram solenemente que dali em diante serviriam ao Senhor. Estavam prontos a obedecer à Sua Palavra com todo o coração e com toda a sua alma.
Disso resultou uma reforma completa. A purificação da idolatria continuou a ser feita e estabeleceram-se limites morais. Esta atividade não se limitou à cidade capital. Todo o país – de Geba ao norte até Berseba no sul – ficou envolvido (2 Reis 23:4-8). Mas o mais importante de tudo, foi celebrarem de novo a Páscoa. Os israelitas tinham-se esquecido de como Deus os havia livrado no passado. Haviam descurado o sacrifício que apontava para a vinda de Cristo. Haviam deixado no olvido a comemoração do êxodo do Egito, um acontecimento que Moisés tinha instituído da parte de Deus como uma festa anual (Êxo. 12:1-7; 23:14-15). Havia muitos anos que não se fazia tal celebração.
Josias continuou a viver de acordo com a norma que Deus tinha estabelecido para o rei. Através de Moisés, o Senhor definira a atitude que o rei devia assumir em relação à Lei de Deus: "Quando se assentar no trono do seu reino, escreverá para si um traslado desta lei num livro, do que está diante dos levitas sacerdotes. E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir" (Dt. 17:18-19).
Depois da sua meditação e aplicação à Palavra de Deus, Josias experimentou a bênção divina, uma verdade que muitos outros rolos tinham descrito (Jos. 1:8; Sal. 1:1-3). Tal como a desobediência acarretava a maldição de Deus, assim a obediência era seguida pela Sua bênção.
O fato de dar ouvidos às palavras da Escritura não mudou apenas a vida do rei Josias; toda a nação se modificou. Verificou-se a reforma do culto mais completa que alguma vez se conhecera em Judá. Uma nação apóstata voltou ao seu Deus vivo.
Contudo, o juízo definitivo de Deus não podia ser retirado. Demasiadas gerações de israelitas tinham pecado profundamente. Mas as pessoas que viveram durante o período da profetisa Hulda receberam vários anos de prorrogação.
Embora o nome de Hulda só iluminasse por momentos a história, a influência da sua vida foi enorme. Controlou o destino duma nação inteira porque associou o seu nome com a Palavra de Deus. Hulda conhecia essa Palavra, portanto podia livremente exortar e encorajar as pessoas com ela.
Ao contrário de outros profetas e profetisas, ela não revelou quaisquer segredos sobre um futuro distante. Ocupou-se da tarefa de revelar a vontade de Deus através de um meio que Ele tinha usado durante séculos. Aplicou a Sua Palavra à situação especial da nação israelita e ao seu povo individualmente. Ajudou-os a descobrir verdades perdidas. Quando o seu povo deu de novo atenção à Palavra de Deus - ouvindo-a, lendo-a, estudando-a, meditando nela – coisas maravilhosas começaram a acontecer. Quando os seres humanos estão prontos a fazer o que Deus espera deles, verificam-se maravilhas que ninguém imaginaria possíveis.

Como muitas outras mulheres, Hulda era uma dona-de-casa. Todavia, a sua dedicação à Palavra de Deus e a sua coragem em se aliar fortemente com ela distinguiu-a da maior parte dos seus compatriotas. Quando a grande oportunidade da sua vida chegou, ela estava preparada.

Hulda, uma mulher que ajudou uma nação apóstata a voltar a Deus
(2 Crônicas 34:22-331 ler também 2 Crônicas 34:1-21; 35:1-19)


Perguntas :
1. Qual era a dupla tarefa de Hulda?
2. Por que é que Hulda foi escolhida para anunciar o juízo?
O que é que provava que ela falava em nome de Deus?
3. Que instruções tinha dado Deus aos reis israelitas ? (Deut. 17: 18-19).
4. O que é que Deus esperava do Seu povo em relação à Sua Lei? (Deut. 6:6-9; 30:14).
5. Que mudanças se verificaram depois de Hulda ter falado?
6. Que efeito tem a Palavra de Deus na sua vida? Haverá possíveis mudanças que queira fazer depois de ter apreciado a vida de Hulda?


FONTE: LIVRO SEU NOME É MULHER 2


* Do Harper's Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de Harper), por Madeleine S. Miller e J. Lane Miller. Harper & Row, Publishers, Inc., 1952. Usado com permissão.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A DIFERENÇA ENTRE EFICIÊNCIA E EFICÁCIA

ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DE UMA VEZ POR TODAS
É possível ser eficiente, mas não eficaz?

 



Que atire a primeira pedra quem nunca se confundiu com a definição e aplicação dessas duas simples palavras: Eficiência e Eficácia. Sem medo de afirmar, essa é uma das dúvidas mais frequentes da área de Negócios. Mas afinal, qual a diferença entre eficiência e eficácia? É possível ser eficiente, mas não eficaz?
Peter Drucker, o pai da Administração moderna, define os termos da seguinte forma:
"A eficiência consiste em fazer certo as coisas: geralmente está ligada ao nível operacional, como realizar as operações com menos recursos – menos tempo, menor orçamento, menos pessoas, menos matéria-prima, etc…"
"Já a eficácia consiste em fazer as coisas certas: geralmente está relacionada ao nível gerencial".
Entendeu o porquê da confusão? As definições são muito parecidas! As palavras praticamente se repetem, apenas a ordem muda. Sendo assim, vamos aos exemplos para tentar desenrolar o caso:
Imagine um artesão antigo que faz sapatos, um sapateiro. Ele trabalha sob encomenda e sozinho. Sabe o que fazer. Tem que comprar couro, cola e cordões e depois fazer o sapato.
Qual é a sua preocupação?
Ele tem que ser eficiente, ou seja, deve fazer as coisas de forma certa com o menor uso de recursos e tempo possível, tem que dominar o processo, ser habilidoso e rápido. Isso é eficiência, fazer as coisas de forma certa. É diferente de eficácia, que significa fazer com que as coisas certas sejam feitas.
Porém, no caso do artesão, em virtude de trabalhar sozinho, eficiência e eficácia se sobrepõem. O conceito de eficácia surge quando há divisão de tarefas entre pessoas, quando aparece a possibilidade de se fazerem coisas que não sejam importantes, que não sejam as coisas certas. E essas podem ser feitas com muita eficiência.
Isso é muito comum nas empresas: um funcionário fazendo, com extrema eficiência, tarefas completamente inúteis, são os chamados “enxugadores de gelo”. E é exatamente aí onde o papel do gerente se torna fundamental.
Como assim? Eu explico, vamos ao segundo exemplo:
Imagine que haja um vazamento de água no escritório da diretoria. O primeiro funcionário, imediatamente, corre atrás de um pano, de um balde e de um rodo para retirar toda a água do ambiente. Ele foi eficiente, pois fez de maneira certa o que deveria ser feito. Pouco tempo depois, o vazamento volta a alagar a sala, e o nosso funcionário volta a correr atrás de um pano, de um balde e de um rodo para retirar toda a água. Essa é a típica descrição de um enxugador de gelo eficiente.
Por outro lado, o segundo funcionário procurou observar toda a sala e tentar encontrar a origem para o surgimento de tanta água, concluiu que vinha exclusivamente do banheiro instalado dentro da sala. Uma vez lá dentro, percebeu que a torneira estava aberta e simplesmente a desligou, eliminando todo o problema de vazamento. Este funcionário foi eficaz, pois fez o que era certo fazer para solucionar o caso. Ele pensou antes de executar.
No caso do sapateiro, a probabilidade de ele se empenhar em fazer as coisas que não são certas é mínima, pois seu universo de trabalho é muito simples; não há divisão de tarefas, ele faz tudo. Não há necessidade de gerência, que surge quando há separação ou distribuição de tarefas entre pessoas. Nesse caso, o objetivo final, o resultado a ser alcançado, pode não ficar bem nítido para todos.
Resumindo, a função do gerente, caso lhe perguntem, é levar as pessoas a fazer as coisas certas (eficácia), com a maior eficiência possível (menor uso de recursos, tempo, etc…).
Ficou claro?
Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/entenda-a-diferenca-entre-eficiencia-e-eficacia-de-uma-vez-por-todas/81934/


VOCÊ É RESILIENTE?

VOCÊ É RESILIENTE? CONHEÇA AS 9 ATITUDES DAS PESSOAS ALTAMENTE RESILIENTES

 

Resiliência é um conceito emprestado da física que significa a capacidade do indivíduo em lidar com situações adversas, superar pressões, obstáculos e problemas, e reagir positivamente a eles sem entrar em conflito psicológico ou emocional

Resiliência é um conceito emprestado da física que significa a capacidade do indivíduo em lidar com situações adversas, superar pressões, obstáculos e problemas, e reagir positivamente a eles sem entrar em conflito psicológico ou emocional.
Todos nós, de tempos em tempos, somos testados na nossa habilidade de adaptação, isto é, na nossa capacidade de resiliência. O principal objetivo da resiliência não é restaurar o passado, mas propiciar condições de dar um salto para frente. É a habilidade de manter o seu propósito enquanto você se adapta a novos métodos e procedimentos.
Diz um velho ditado que não podemos controlar os ventos que sopram no nosso barco, mas podemos ajustar as velas para chegarmos ao nosso destino. É exatamente o que faz a pessoa resiliente: ajusta as velas para chegar ao objetivo, adaptando-se e agindo com flexibilidade diante da conjuntura adversa. Resiliência é um dos sinais do verdadeiro líder, capaz de enfrentar e suplantar crises, problemas, obstáculos e adversidades com serenidade em situações de estresse.

VEJA QUAIS SÃO AS 9 CARACTERÍSTICAS DAS PESSOAS ALTAMENTE RESILIENTES:
1. Elas têm grande capacidade de adaptação.
Pessoas resilientes são flexíveis tanto mental quanto emocionalmente. Sentem-se muito confortáveis em utilizar qualidades e comportamentos aparentemente opostos. São indivíduos que têm facilidade em ser ao mesmo tempo lógicos e intuitivos, sérios e brincalhões, calmos e entusiasmados, fortes e gentis. 
2. Elas esperam que as coisas sempre terminem bem.
São pessoas dotadas de profundo otimismo alicerçado em fortes valores internos. Têm grande tolerância às incertezas e ambiguidades. Conseguem trazer estabilidade em situações críticas ou caóticas. Costumam perguntar: “O que posso fazer para que as coisas terminem bem para todos nós? ” 
3. Elas criam emoções positivas em épocas de crise.
Conseguem mergulhar em situações que para outros são estressantes, porque aprendem ótimas lições de situações negativas. Transformam infortúnios e desgraças em coisas boas e se fortalecem com a adversidade. Costumam perguntar: “Como posso modificar isso? Por que foi bom que essa situação negativa acontecesse?” 
4. Elas aprendem continuamente com a experiência de vida.
Pessoas resilientes assimilam rapidamente experiências novas ou inesperadas e agregam facilmente essas mudanças às suas vidas. Elas perguntam: “Qual a lição por trás dessa experiência? ” Mesmo em meio à crise elas riem e experimentam emoções positivas. Esse comportamento emocional ajuda a liberar a oxitocina e as endorfinas, substâncias preciosas que auxiliam a enfrentar situações de grande pressão. 
5. Elas sabem se defender.
Quando confrontadas com ataques e manobras mal-intencionadas elas evitam e boqueiam essas ações, sabem respondê-las buscando também apoio, aliados e recursos adequados para o enfrentamento. 
6. Elas têm uma sólida autoestima.
A autoestima é como você enxerga a si mesmo e determina o quanto você aprende quando algo deu errado. A autoestima faz com que você respeite a si mesmo e aos outros, e saiba aceitar críticas sem ressentimentos, bem como elogios e cumprimentos, sem se ensoberbecer ou tornar-se arrogante.
7. Elas têm amizades e relacionamentos saudáveis.
Existem inúmeras pesquisas mostrando que o apoio social é essencial para a resiliência. Mesmo que você seja introvertido, se você tiver uma pessoa de confiança com quem possa conversar sobre sua situação, isso pode ser extremamente útil. Pessoas solitárias estão mais sujeitas a condições de estresse. Falar com amigos, familiares ou mentores diminui o impacto das adversidades e aumenta o sentimento de autoestima e autoconfiança.
8. Elas são criativas e intuitivas.
São indivíduos que analisam os problemas e dificuldades sob vários ângulos e descobrem várias soluções diferentes para eles. Sabem e reconhecem a importância da intuição como fonte de dicas e orientações. Procuram constantemente desenvolver a criatividade expandindo, assim, a inventividade e a busca de novos horizontes profissionais.
9. Elas melhoram a cada ano que passa.
A medida que o tempo passa tornam-se cada vez mais resilientes, alertas, competentes e de temperamento jovial. Gastam menos tempo tentando sobrevier - como faz a maioria -, e concentram-se em viver ativamente o presente, mirar para o futuro e superar crises prontamente. Pessoas resilientes invariavelmente fazem com que seu futuro seja maior do que o seu passado – pois não repousam em suas conquistas - e que o seu aprendizado seja sempre maior do que a experiência já adquirida.


Texto extraído e condensado do livro “O Poder da Liderança”, de Ernesto Artur BergJuruá Editora.

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/voce-e-resiliente-conheca-as-9-atitudes-das-pessoas-altamente-resilientes/76656/


segunda-feira, 22 de maio de 2017

IGNORÂNCIA SOBRE A PRÓPRIA BURRICE


IGNORÂNCIA SOBRE A PRÓPRIA BURRICE PODE EXPLICAR MUITOS DOS PROBLEMAS DA SOCIEDADE

 

Várias pesquisas psicológicas estão chegando à conclusão que a incompetência priva as pessoas da capacidade de reconhecer sua própria incompetência. Ou seja: as pessoas burras são burras demais para saber que são burras.
E essa desconexão pode ser responsável por muitos dos problemas da sociedade.
Com mais de uma década de pesquisa, David Dunning, um psicólogo da Universidade de Cornell, demonstrou que os seres humanos acham “intrinsecamente difícil ter uma noção do que não sabem”.
Se um indivíduo não tem competência em raciocínio lógico, inteligência emocional, humor ou mesmo habilidades de xadrez, a pessoa ainda tende a classificar suas habilidades naquela área como sendo acima da média.
Dunning e seu colega, Justin Kruger, agora na Universidade de Nova York, fizeram uma série de estudos nos quais deram às pessoas um teste de alguma área do conhecimento, como raciocínio lógico, conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis e como evitá-los, inteligência emocional, etc.
Então eles determinaram as suas pontuações, e, basicamente, pediram que eles lhe dissessem o quão bem eles achavam que tinham ido.
Os resultados são uniformes em todos os domínios do conhecimento. As pessoas que realmente se saíram bem nos testes tenderam a se sentir mais confiantes sobre o seu desempenho, mas apenas ligeiramente. Quase todo mundo achou que foi melhor do que a média.
“As pessoas que realmente foram mal – os 10 ou 15% de fundo – acharam que seu desempenho caía em 60 ou 55%, portanto, acima da média”, disse Dunning.
O mesmo padrão aparece em testes sobre a capacidade das pessoas em classificar a graça de piadas, gramática correta, ou até mesmo seu próprio desempenho em um jogo de xadrez.
O pior é que não é apenas otimismo. Os pesquisadores descobriram uma total falta de experiência que torna as pessoas incapazes de reconhecer a sua deficiência.
Mesmo quando eles ofereceram aos participantes do estudo uma recompensa de US$ 100 caso eles classificassem seu desempenho com precisão, eles não o fizeram, achando que tinham ido melhor do que realmente foram. “Eles realmente estavam tentando ser honestos e imparciais”, disse Dunning.
Sociedade burra

Dunning acredita que a incapacidade das pessoas em avaliar o seu próprio conhecimento é a causa de muitos dos males da sociedade, incluindo a negação das alterações climáticas.
 “Muitas pessoas não têm formação em ciência, e assim podem muito bem não compreender os acontecimentos climáticos. E como elas não têm o conhecimento necessário para avaliá-los, não percebem o quão ruim suas avaliações podem ser”, disse ele.

Além disso, mesmo se uma pessoa chegue a uma conclusão muito lógica sobre se a mudança climática é real ou não com base em sua avaliação da ciência, isso não significa que a pessoa realmente tinha condições de avaliar a ciência.
Na mesma linha, as pessoas que não são talentosas em uma determinada área tendem a não reconhecer os talentos e boas ideias dos outros, de colegas de trabalho a políticos. Isso pode impedir o processo democrático, que conta com cidadãos com capacidade de identificar e apoiar o melhor candidato ou a melhor política.
Conclusão: você deve se lembrar de que pode não ser tão bom quanto pensa que é. E pode não estar certo sobre as coisas que você acredita que está certo. E, além de tudo, se você tentar fazer piadas sobre isso, pode não ser tão engraçado quanto você pensa.

POR: NATASHA ROMANZOTIEM: 29.02.2012 | EM COMPORTAMENTOPRINCIPAL  | TAGS: DEMOCRACIAIGNORANCIAINTELIGÊNCIASOCIEDADE 

Fonte: http://hypescience.com/ignorancia-sobre-a-propria-burrice-pode-explicar-muitos-dos-problemas-da-sociedade/

segunda-feira, 8 de maio de 2017

TODA A ESCRITURA FOI REVELADA E INSPIRADA...!!!! MAS A VONTADE HUMANA NÃO!

sábado, 13 de abril de 2013

BÍBLIA - "LIVRINHOS": TODA A ESCRITURA FOI REVELADA E INSPIRADA...!!!! MAS A VONTADE HUMANA NÃO!


 

OS LIVROS DA BÍBLIA HEBRAICA, DO ANTIGO TESTAMENTO E DA BÍBLIA GREGA (LXX)
Bíblia Hebraica
Antigo Testamento
Bíblia Grega (LXX)
Pentateuco
Pentateuco
Gênesis
Gênesis
Gênesis
Êxodo
Êxodo
Êxodo
Levítico
Levítico
Levítico
Números
Números
Números
Deuteronômio
Deuteronômio
Deuteronômio
Josué
Juízes
Profetas anteriores
Históricos
Rute
Josué
Josué
Sobre os Reinos 1–2 (1–2Samuel)
Juízes
Juízes
Sobre os Reinos 3–4 (1–2Reis)
1–2Samuel
Rute
Paralelipómenos (1–2Crônicas)
1–2Reis
1–2Samuel
Esdras 1 (pseudepígrafo)
1–2Reis
Esdras 2 (Esdras-Neemias)
Profetas posteriores
1–2Crônicas
Ester (com fragmentos gregos)
Isaías
Esdras
Judite (apócrifo)
Jeremias
Neemias
Tobias (apócrifo)
Ezequiel
Ester
Macabeus 1–2 (apócrifos)
Os doze:
Poéticos
Macabeus 3–4 (pseudepígrafos)
Oséias
Salmos e Odes (Odes: pseudepígrafo)
Joel
Salmos
Provérbios
Amós
Provérbios
Eclesiastes
Obadias
Eclesiastes
Cântico dos Cânticos
Jonas
Cântico dos Cânticos
Miquéias
Sabedoria de Salomão (apócrifo)
Naum
Proféticos
Sirácida (=Eclesiástico: apócrifo)
Habacuque
Isaías
Salmos de Salomão (pseudepígrafo)
Sofonias
Jeremias
Oséias
Ageu
Lamentações
Amós
Zacarias
Ezequiel
Miquéias
Malaquias
Daniel
Joel
Oséias
Obadias
Escritos
Joel
Jonas
Salmos
Amós
Naum
Obadias
Habacuque
Provérbios
Jonas
Sofonias
Rute
Miquéias
Ageu
Cântico dos Cânticos
Naum
Zacarias
Eclesiastes
Habacuque
Malaquias
Ester
Sofonias
Isaías
Lamentações
Ageu
Jeremias (inclui Lamentações, Baruque e Carta de Jeremias. Os dois últimos são apócrifos).
Daniel
Zacarias
Esdras
Malaquias
Neemias
Ezequiel
1–2 Crônicas
Daniel (com adições apócrifas: 3.24-90; 13 e 14). Ver também a tabela Livros apócrifos e pseudepigrafos.
 
 
Í


LIVROS APÓCRIFOS E PSEUDEPÍGRAFOS
Título
(em ordem alfabética)
Data de
composição
Tipo de
literatura
Temas principais
A
B
C
Baruque (com a epístola de Jeremias)
c.150 a.C.
Sabedoria e narração
Elogio da sabedoria, a lei; promessa de esperança e oposição à idolatria
S
S
S
Daniel 3.24-90 (adição grega: Oração de Azarias e Canção dos três jovens)
c.100 a.C.
Hino
louvor; resposta de Deus às orações
S
S
S
Daniel 13 (adição grega: Susana)
c.100 a.C.
História dramática
A sabedoria de Daniel; vindicaçãoda fidelidade
S
S
S
Daniel 14 (adição grega: Bel e o dragão)
c.100 a.C.
Narração dramática
Oposição à idolatria
S
S
S
Eclesiástico (Sabedoria de Jesus, filho de Siraque)
c.180 a.C.; 132 a.C. tradução ao grego
Sabedoria
Obediência à lei; elogio dos patriar-cas; valor da sabedoria; patriotis-mo; retribuição
S
S
S
3 Esdras
c.150 a.C.
História (621-428 a.C.)
O culto apropriado; o poderda verdade
S
S
S
4 Esdras
c.100 d.C.
Apocalipse com prefácio e epílogo cristãos
O Messias preexistente e moribundo; o castigo pelo pecado; a salvação futura; inspiração; justiça divina;o mal
N
N
S
Ester (adições gregas: 103 versículos)
114 a.C.
Narração
Oração; adoração; revelação; ativida-de de Deus; providência
S
S
S
Judite
c.200 a.C.
História novelada
Obediência à Lei; oração, jejum; religião e patriotismo
S
S
S
1 Macabeus
90 a.C.
História (180-161 a.C.)
Intervenção divina nos assuntos humanos; legitimação dos reis asmoneus
S
S
S
2 Macabeus
90 a.C.
História (180-161 a.C.)
Ressurreição; criação; milagres; castigo pelo pecado; martírio;os anjos do templo
S
S
S
3 Macabeus
20 a.C.
Ficção novelesca
Libertação dos fiéis; anjos
X
N
N
4 Macabeus
40-118 d.C.
Tratado sapiencial e teológico
A razão, iluminada pela lei divina,é senhora sobre as paixões; fideli-dade à lei; martírio
X
N
N
Oração de Manassés
120 a.C.
Oração de penitência baseada em 2Rs 21.10-17 e 2Cr 33.11-19
Oração de penitência
S
N
S
Sabedoria de Salomão
10 a.C.
Sabedoria apologética judaica
Valor da sabedoria e da fidelidade; imortalidade
S
S
S
Salmo 151
?
Hino de vitória
Louvor a Deus que usa um jovem sem experiência
S
N
N
Tobias
c.200 a.C.
Folclore
Assistência ao templo; dízimo, caridade; obediência à lei; o anjo guardião; justiça divina e retribui-ção
S
S
S
Simbologia
A Na Septuaginta
S Está neste documento
B No cânon católico romano
N Não está neste documento
C Na “Bíblia de Oso” (1569)
X Está apenas em alguns manuscritos


 



LXX Setenta (a Septuaginta, versão grega do AT
[1]Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida Revista E Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil, 1999; 2005
c. cerca de
a.C. antes de Cristo
d.C. depois de Cristo
O ponto de interrogação, precedido de um espaço e colocado após a significação de um nome, indica que essa significação é duvidosa. Uma data duvidosa é indicada da mesma forma.
[2]Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida Revista E Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil, 1999; 2005, S. Ml 4:6

O IMPÉRIO GRECO-MACEDÔNICO
Geografia
A Grécia é uma península que está situada na parte leste do mar Mediterrâneo. O mar Egeu a separa da Ásia Menor e o mar Adriático a separa da península italiana. A Macedônia está ao norte da Grécia. O Império Greco-Macedônico chegou a abranger a maior parte do mundo conhecido na Antigüidade, pois se estendia desde a Índia, no Oriente, até o extremo ocidental do Mediterrâneo.
História
A presença na Grécia de “tribos gregas” está assinalada desde o terceiro milênio 
a.C. No entanto, os povos gregos, que chegaram a desenvolver a organização política conhecida como polis (cidade-estado), não conseguiram unificar-se e se mantiveram em lutas contínuas. Filipe II da Macedônia inicia, desde o norte, guerras de conquista. Ao morrer, em 335 a.C., sucede-o seu filho Alexandre, que será conhecido como Alexandre Magno. Extraordinário militar, conquista a Pérsia (331 a.C.) e o Egito, e chega até a Índia (326 a.C.). Morre em 323 a.C., aos 33 anos.
Logo notou-se a falta de um sucessor digno de Alexandre. Com sua morte, seu vasto império se divide nos chamados “reinos helenísticos”. Os mais importantes para a história bíblica foram o reino dos Lágidas ou Ptolomeus (Egito) e o dos Selêucidas (Síria).
Entre 215 e 205 
a.C., Filipe V da Macedônia associou-se a Cartago a fim de lutar contra os romanos. Em 197 a.C. Filipe é derrotado pelos romanos. Entre 192 e 189 a.C. o exército romano derrota o Império Selêucida e penetra na Ásia Menor. Mais tarde, a Macedônia cai em poder de Roma. Em 146 a.C. os romanos destroem Corinto, e a maior parte da Grécia é anexada a Roma. Poucos anos depois caem Pérgamo (133 a.C.) e Síria (64 a.C.). Em 47 a.C. Otávio Augusto faz de Cleópatra sua co-regente no Egito, e em 30 a.C. houve a junção total do Egito a Roma.
Grécia e Palestina
Com a morte de Alexandre Magno, os Ptolomeus dominaram o Egito e a Palestina. Respeitaram os costumes e a religião dos israelitas. Assim, o templo foi o lugar onde se desenvolvia a fé e onde eram guardados os bens destinados a ajudar o órfão e a viúva.
Porém a dinastia e as políticas dos Ptolomeus enfraqueceram, e a tolerância foi aos poucos desaparecendo. Desde 197 
a.C. os Selêucidas da Síria tentaram conquistar a Palestina. Antíoco IV Epífanes (175-164 a.C.) conseguiu. Tratou de impor à força os costumes sírios e os israelitas resistiram. Houve perseguição e lutas. Entre os israelitas que se opuseram estão o sacerdote Matatias, Judas Macabeus, Jônatas e Simeão, dos quais se fala nos livros apócrifos dos Macabeus.
Em 168 
a.C. Roma derrotou a Macedônia e acabou com sua monarquia. Quatro anos mais tarde, depois de muitas lutas, torna-se o reino macabeu da Judéia. Antíoco V firmou, em 162 a.C., o acordo de liberdade religiosa para os judeus, porém seu sucessor, Demétrio Soter (“o salvador”), ajudado por alguns judeus, negou novamente os direitos, razão pela qual as lutas reiniciaram.
Em 142 
a.C. os israelitas conseguiram livrar-se do Império Selêucida e estabeleceram a dinastia dos asmoneus, que durou pouco menos de um século, pois no ano 63 a.C. Jerusalém caiu nas mãos de Pompeu e tornou-se uma nova colônia de Roma.
Cultura
Os gregos haviam alcançado um grande desenvolvimento cultural e conheceram épocas de esplendor em que se cultivaram a literatura, a filosofia, a história, a escultura, a arquitetura e outros ramos do saber. Quando Alexandre Magno estende seu império, segue a política de helenizar os povos conquistados, respeitando, por outro lado, suas práticas e crenças religiosas. Estabelece-se um idioma comum (o 
koinê) e promove-se a cultura. Alexandria (fundada em 331 a.C.) se torna um dos centros culturais mais importantes do mundo antigo.
Religião
O período helenístico, iniciado com as conquistas de Alexandre, se caracteriza pelo desenvolvimento do interesse religioso que é expresso de várias formas: respeito às religiões de todos os povos; influência das correntes religiosas do Oriente; auge das religiões de mistério. Em época posterior surge o gnosticismo. Neste período nasce o cristianismo.

a.C. antes de Cristo
Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida Revista E Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil, 1999; 2005, S. Ml 4:6


O MUNDO ROMANO
Segundo a lenda, a cidade de Roma foi fundada em 753 a.C. O rei Tarquínio foi expulso dela em 509 a.C., e a cidade transformou-se em uma república, governada por uma assembléia do povo, um senado e dois cônsules que ocupavam o cargo por um ano. Em 206 a.C. Roma governava a maior parte da Itália e iniciou a guerra contra Cartago. Cartago foi destruída em 146 a.C.e Roma começou a estender seu domínio através do Mediterrâneo.
Estradas e recreações
Os gregos deram ao mundo idéias que têm ajudado a dar forma a sistemas governamentais, às ciências, à medicina e às artes. O legado dos romanos é prático: caminhos, aquedutos, sistemas de encanamento e de calefação central e, claro, os banhos. São lembrados por seus “entretenimentos” públicos (corridas de carros puxados por cavalos e sangrentas lutas de gladiadores) em anfiteatros como o grande Coliseu de Roma.
O Império Romano
Os romanos foram controlando pouco a pouco o que restava do Império Grego. Corinto caiu em 146 
a.C.; Atenas, em 86 a.C.No séc. I a.C., Júlio César se ocupou de tomar a Gália, e Pompeu conquistou a Síria e a Palestina, ocupando Jerusalém em 63a.C. Os romanos absorveram as idéias gregas; assim, tanto o idioma quanto a cultura e a civilização dos gregos continuaram em vigência sob o domínio romano. Em 27 a.C. acabaram os angustiantes anos de guerra. Otávio assumiu o título de “Augusto” e tornou-se, de fato, o primeiro governante do império. A “paz romana” que seguiu trouxe prosperidade e permitiu viajar com segurança. Durante o reinado de Augusto nasceu Jesus (cf. Lc 2.1).
Vida na capital
Os ricos viviam bem em Roma. Tinham grandes casas com colunas de mármore e belos mosaicos no piso. As paredes estavam pintadas com afrescos. Gostavam de ir aos banhos ou aos jogos e outros entretenimentos. Uma ceia romana podia constar de sete ou mais pratos, alguns muito luxuosos (
p. ex., arganaz recheado ou flamingo cozido). Os filhos dos ricos iam à escola: as mulheres a uma (até a idade de 13 anos) e os homens a outra.
Os pobres viviam desconfortavelmente em blocos de apartamentos mal construídos. Não tinham encanamento nem sistema de calefação, e tinham que usar serviços sanitários (vasos sanitários) e banhos públicos. A principal comida era pão ou papas de aveia, com poucas ervas, azeitonas ou vegetais. Pretendia-se que os “entretenimentos” fizessem os pobres esquecerem-se de seus sofrimentos.
Palestina sob ocupação romana
Os romanos proporcionavam benefícios aos povos que governavam: lei e ordem, um governo estável, excelentes estradas e bons edifícios públicos (oficinas, mercados, banhos e estádios).
Contudo, na longínqua Judéia, a maioria das pessoas estava pouco agradecida com seus governantes romanos. Nunca puderam esquecer que eram um país ocupado. Com quatro legiões estacionadas na Palestina, havia romanos por toda a parte. E impostos: imposto sobre a “renda”, imposto sobre a comida, imposto sobre a venda de terra ou propriedades, direitos aduaneiros e imposto sobre as compras. Naturalmente, os coletores de impostos (publicanos), que trabalhavam para o censor romano e que viviam comodamente porque cobravam mais do que o devido, eram odiados. Mateus, um dos discípulos de Jesus, foi um deles (
Mt 9.9cf. Lc 19.1-10).
O exército
A maioria dos soldados romanos era formada de voluntários. Assinavam por 20 anos de serviço. Usavam capacetes e couraças de ferro e tinham cravos de ferro em suas sandálias. Cada soldado estava armado com uma espada e um dardo, e carregava um escudo comprido de madeira coberta com couro. Muitos soldados eram designados a acampamentos permanentes. Esperava-se deles que, em um dia de marcha, percorressem 29 
Km ou mais, carregando suas armas, suas ferramentas, sua comida e seus utensílios de cozinha.
Os soldados eram submetidos a treinamentos e disciplinas rigorosas. Uma tropa estava de guarda na crucificação (
Mt 27.27-37) e outra livrou Paulo de ser linchado (At 21.26-36).
NT menciona várias vezes os capitães do exército, os “centuriões”, e sempre favoravelmente (cf. Mt 8.5-1327.54At 10;27.1,42-44).
Paulo percorre o império
A paz romana, os caminhos e os meios de transporte tornaram possível que os cristãos levassem a mensagem de Jesus por todo o leste do Mediterrâneo em poucos anos.
Paulo era cidadão romano e usou deste direito para ser livrado do cárcere (
cf. At 16.37-40). Quando a justiça judaica falhou, Paulo apelou ao imperador. Foi levado a Roma para ser julgado (At 25.1127–28). Todas as viagens de Paulo narradas em Atos, e todas as suas cartas, têm como fundo o Império Romano.

a.C. antes de Cristo
séc. século
cf. conferir
p. por exemplo
Km quilômetro(s)
NT Novo Testamento
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PARTIDOS RELIGIOSOS E POLÍTICOS
NO SÉCULO I
Partido
Características
Referências
Fariseu (partido religioso com alguma tendência política)
Doutrinas e práticas
Mt 9.11,1412.1-215.219.323.15,23,25,29Lc 18.11-12At 15.5
Inimigos de Jesus
Mt 9.3412.14,2416.1-12Jo 9.1611.47-48,57
Favoráveis a Jesus
Lc 7.3611.37Jo 3.17.50-5119.39
Outras
Mt 3.716.1-12Lc 5.17,21Jo 8.3At 23.6-9
Saduceu (partido religioso com alguma tendência política)
Doutrinas e crenças
Mt 22.23-32At 23.8
Inimigos de Jesus
Mt 16.1-12
Outras
Mt 3.7At 4.15.17
23.6-8
Zelote (partido político e religioso oposto ao Império Romano)
Seu nome significa “zeloso, fanático”
Lc 6.15*At 1.13
Herodiano (partido político favorá-vel ao domínio romano)
Como indica seu nome, eram partidários da família de Herodes
Mt 22.16*Mc 3.612.13
Samaritano (partido religioso, separado do Judaísmo)
Algumas crenças
Jo 4.7-9,20,25
Essênio (partido religioso)
Grupo separatista nascido na época helenística, provavelmente dos fariseus. Eram rigorosos observadores da Lei; consideravam que o sacerdócio era corrupto e rechaçavam muitas práticas religiosas e o sistema sacrificial judaico. Este grupo não é mencionado no Novo Testamento
Ver também FariseusSaduceusZelotes na Concordância Temática.

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Configuração física da Palestina

O Jordão é o rio da Palestina. Nasce no monte Hermom e percorre o país de norte a sul, dividindo-o em dois: a Cisjordânia, ou lado ocidental, e a Transjordânia, ou lado oriental. Depois de atravessar o mar da Galiléia, corre serpenteante ao longo de uma depressão geológica cada vez mais profunda, até desembocar no mar Morto, a uns 110 km do lugar do seu nascimento e a quase 400 m abaixo do nível do Mediterrâneo.

O mar Morto, de quase 1000 km² de superfície, deve o seu nome ao fato de que a alta proporção de sal e outros elementos dissolvidos nas suas águas fazem nelas impossível a vida de peixes e de plantas. Ao contrário, o mar (ou o lago) da Galiléia, também chamado de lago de Genesaré ou de Tiberíades (cf.p. ex.Mt 4.1814.34 e Jo 6.1), de 145 km² de superfície e situado igualmente em uma profunda depressão (212 m abaixo do nível do Mediterrâneo), é uma grande represa natural de água doce em que abundam os peixes (cf. Lc 5.4-7Jo 21.6-11).

A Palestina é uma terra de montanhas. Na época do Novo Testamento, quase todas as suas cidades estavam situadas em algum ponto da cordilheira que desce, desde os maciços do Líbano (3.083 m) e do Hermom (2.760 m) até os limites meridionais do país na região desértica do Neguebe. Essa cadeia só se vê cortada pela planície de Jezreel (Js 17.16), que penetra nela, deixando ao norte os montes da Galiléia e ao sul os desvios das montanhas de Samaria.

Alguns nomes do sistema orográfico da Palestina se conhecem pela menção que deles fazem os relatos bíblicos. No lado oriental do Jordão, p. ex., encontra-se o monte Nebo, de 1.146 m de altura; e, no lado ocidental, o Carmelo (552 m), o Gerizim (868 m), o monte das Oliveiras (uns 800 m) e o Tabor (562 m).

A Palestina achava-se limitada pelos desertos da Arábia e da Síria ao leste e, a oeste, pelo mar Mediterrâneo, separado das montanhas pelas terras baixas que começam na fértil planície de Sarom (cf. Ct 2.1Is 35.2), junto ao monte Carmelo.

Populações da Palestina

Os Evangelhos e Atos dos Apóstolos mencionam um bom número de cidades, vilas e aldeias espalhadas pelo país, especialmente a oeste do Jordão e do mar Morto. Na região da Galiléia se encontravam, às margens do lago de Genesaré, Cafarnaum, Corazim e Magdala; e, mais ao interior, Caná, Nazaré e Naim.

Na região da Judéia, a quase 1.150 m acima do nível do mar Morto, eleva-se Jerusalém. Perto dela, ao sul, Belém; a leste, sobre o monte das Oliveiras, Betânia e Betfagé; e, a oeste, Emaús, mais longe, Lida e, por último, o porto de Jope. A partir daqui, descendo pelo litoral, Azoto e Gaza.

O Novo Testamento menciona também algumas cidades e vilas palestinas que não pertenciam à Judéia ou Galiléia: Cesaréia de Filipe, na Ituréia; Sarepta, Tiro e Sidom, no litoral da Fenícia; Siquém, em Samaria.

Sociedade e cultura no mundo judaico

Os relatos dos evangelistas oferecem uma espécie de retrato da forma de vida dos judeus de então. As parábolas de Jesus e as ocorrências nos percursos que fez pela Palestina destacam a importância que, naquela sociedade, representavam os trabalhos do campo. A semeadura e a colheita de cereais, o plantio de vinhas e a colheita de uvas, a produção hortícola e as referências à oliveira, à figueira e a outras árvores são dados reveladores de uma cultura basicamente agrária, completada com a criação de rebanhos de ovelhas e cordeiros, de animais de carga e, inclusive, de manadas de porcos. Por outro lado, a pesca ocupava um lugar importante na atividade dos moradores que viviam nas aldeias costeiras do mar da Galiléia.

Junto a essas profissões exerciam-se também outras de índole artesanal. Ali se encontravam perfumistas, tecelões, curtidores, carpinteiros (cf.Mc 6.3), oleiros e fabricantes de tendas de campanha (cf. At 18.3); e, certamente, também servidores domésticos, comerciantes, banqueiros e cobradores de impostos (ver Publicanos na Concordância Temática).

Nos degraus mais baixos da escala sócio-econômica estavam os peões contratados ao salário do dia, os escravos (cf. Êx 21.1-11), as prostitutas e um número considerável de pessoas que sobreviviam com a prática da mendicância.

Religião e política

A religião e a política caminham juntas no mundo judaico. Eram dois componentes de uma só realidade, expressa no sentimento nacionalista que brotava da mesma fonte, a fé no Deus de Abraão, Isaque e Jacó. A história do povo de Israel é a história da sua fé em Deus; e a sua fé é a fé em que Deus governa toda a sua história.

Por isso, o sumo sacerdote em exercício era precisamente aquele que presidia o Sinédrio, máximo órgão jurídico e administrativo da nação. Este consistia num conselho de 71 membros, no qual estavam representados os três grupos político-religiosos mais significativos da época: os sacerdotes, arrolados na sua maioria no partido saduceu; os anciãos, geralmente fariseus; e os mestres da Lei.

O Sinédrio gozava de todas as competências de um governo autônomo, salvo aquelas em que Roma se reservava os direitos de última instância. O Sinédrio, p. ex., era competente para condenar à morte um réu, mas a ordem da execução exigia o visto da autoridade romana, como sucedeu no caso de Jesus (cf. Jo 19.10).

Em relação aos partidos, convém assinalar que os fariseus eram os representantes mais rigorosos da espiritualidade judaica. Com a sua insistência na observância estrita da Lei mosaica e no respeito às tradições dos “pais” (isto é, os antepassados), exerciam uma forte influência no povo. Jesus reprovava o seu exagerado zelo ritual e o afã de satisfazer os mais insignificantes aspectos da letra da Lei, que os fazia esquecer freqüentemente os valores do espírito que a anima (cf. Mc 7.3-4,8-13. Ver 2Co 3.6).

Os saduceus representavam, de certo modo, a aristocracia de Israel. Esse partido, mais reduzido numericamente que o fariseu, era formado, em grande parte, pelas poderosas famílias dos sumos sacerdotes. Na sua doutrina, em contraste com o que ensinavam os fariseus, os saduceus mantinham “não haver ressurreição, nem anjo, nem espírito” (At 23.8).

Tradicionalmente, se tem considerado que os zelotes constituíam um grupo judaico nacionalista que se rebelou contra Roma. Eram conhecidos também como cananitas. Com ambos os epítetos se identifica no Novo Testamento Simão, um dos doze discípulos de Jesus (ver Lc 6.15, nota n e cf. Mt 10.4 e Mc 3.18 com Lc 6.15 e At 1.13). Os zelotes desempenharam um papel muito ativo na rebelião dos anos 66 a 70.

À parte desses três grupos, havia outros, como os herodianos, cuja identidade não se conseguiu esclarecer totalmente. É provável que se tratasse de pessoas a serviço de Herodes, embora alguns achem que o nome se adapte melhor aos partidários de Herodes e de sua dinastia.

Os escribas, mestres da Lei ou rabinos formavam um grupo profissional e não um partido. Eram os encarregados de instruir o povo em matéria de religião. Não pertenciam, em geral, à classe sacerdotal, mas eram influentes e chegaram a gozar de uma elevada consideração como intérpretes das Escrituras e dirigentes do povo.

Pouco tempo e pouco espaço necessitou Jesus de Nazaré para realizar uma obra cujas bênçãos haveriam de alcançar a todos os seres humanos de todos os tempos e de todos os lugares. O Novo Testamento dá testemunho disso: ele é o registro que, com a mesma singeleza com que o Filho de Deus se manifestou em carne, também fala do amor de Deus e da sua vontade salvadora.

km quilômetro(s)
metro(s)
km² quilômetro(s) quadrado(s)
cf. conferir
p. ex. por exemplo
Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida Revista E Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil, 1999; 2005, S. Ml 4:6