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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

VÉU RASGADO - "ENTRADA LIVRE"





"TENDO, POIS, IRMÃOS, OUSADIA PARA ENTRAR NO SANTUÁRIO, PELO SANGUE DE JESUS, PELO NOVO E VIVO CAMINHO QUE ELE NOS CONSAGROU, PELO VÉU, ISTO É, PELA SUA CARNE,...(HB 10.19,20).

 O VÉU DA SEPARAÇÃO (ÊX 26.31-33; 36.35,36).

O Véu (hebraico - masak): Espécie de divisória ou “Cortina de separação”, “aquilo que oculta”, usada para separar, o Lugar Santo, do Lugar Santíssimo, considerado o segundo véu. Este véu era usado para cobrir a Arca da Aliança em trânsito pelo deserto. Era através deste Véu que o sumo sacerdote entrava uma vez por ano na própria presença “Shekinah” de Deus, no dia da expiação. O véu, obra primorosa, foi confeccionado de linho fino trançado, de fios azul, púrpura, vermelho, com bordados de querubins. Deveria ser penduradas com ganchos de ouro em quatro colunas de madeira de acácia revestidas de ouro, devidamente apoiadas em quatro bases de prata (Êx 26.31).


1. Representa a Encarnação de Cristo (ato de Deus Filho pelo qual ele assumiu para si a natureza humana), isto é o corpo do Senhor, que escondia a glória de Deus que Ele possuía, a qual as multidões não puderem reconhecer. Só havia um meio de reconciliar o homem com Deus e efetuar uma “entrada” para ele no céu, isto é, pelo Véu rasgado, a morte do Senhor Jesus Cristo (1 Tm 3.16).

2. Separação entre o Lugar Santo e o Santíssimo, deixava o homem fora do lugar, mais santo e sagrado, onde encerrava e ocultava a divina glória de Deus. Enquanto este Véu (o corpo de Jesus) não foi rasgado na Cruz do Calvário, a questão do pecado não foi resolvida, era uma “separação” entre Deus e os homens (Jo 1.14).

3. As cores, (1) o azul lembra o Ser celestial vindo a terra; (2) a púrpura fala-nos de Sua realeza entre os homens; (3) o vermelho mostra-nos o sofrimento do Cordeiro de Deus e (4) o linho fino refere-se a Sua humanidade cheia de retidão, pureza e perfeição (1 Pe 2.22).

4. Os querubins bordados eram os guardiões da santidade e da glória de Cristo. Era a única diferença entre o Véu da Separação e a porta do Lugar Santo. Esta classe de anjos se destaca pela intima ligação que eles têm com o trono de Deus e da Glória divina (Gn 3.24):

5. As quatro colunas de madeira de acácia revestidas de ouro apontam para a humanidade e divindade de Jesus e também representam os quatro Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João, que tratam do ministério terreno do Senhor Jesus Cristo (2 Co 5.16,17).

6. Os ganchos de ouro davam estabilidade e firmeza ao Véu, pois sem eles a cortina teria caído. Revela-nos o equilíbrio da Divindade (ouro) e a Humanidade de Cristo (o Véu), sem elas não haveria Redenção (Cl 2.9).

7. As quatro bases de prata sustentando as quatro colunas, apontando para o “terreno e divino” do Senhor Jesus Cristo, exercendo o ministério da Redenção (prata) e falam também dos quatro fundamentos da Redenção (Ap 5.9): (1) perdão (1 Jo 1.9) ,(2) reconciliação ((2 Co 5.18,19), (3) substituição (Rm 5.7,8) e (4) expiação (Rm 3.26):

8. O trançado do Véu representa a encarnação, a beleza, e perfeição da vida do Senhor Jesus, enquanto estava na terra o véu de sua carne permanecia e sua vida sem pecado nos condenava, enquanto estava na terra ainda não desfrutávamos do pleno acesso ao Pai (Hb 10.19).

9. O Véu símbolo da humanidade de Jesus refere-se ao milagre da encarnação. A união da natureza divina do “Logos” com a natureza humana não sob pecado. O veículo humano foi a virgem (grego: parthénos) Maria; a ausência da relação sexual normal teve o mérito de não imputar o pecado inerente à raça humana. Por outro lado o agente divino foi o Espírito Santo. O Deus-Homem, Jesus foi “reconhecido em figura humana”, enquanto continuou sendo Deus (Fp 2.7).

10. Jesus teve um corpo (Hb 10.19). Com o corpo em que Jesus nasceu Ele subiu ao Gólgota e morreu (o Véu rasgou-se). Com esse mesmo corpo, Ele ressuscitou da morte, e com o mesmo corpo, agora glorificado, Ele subiu para o céu e se assentou à destra de Deus. As marcas das feridas que Jesus recebeu na cruz estão ainda com Ele nos Céus (Jo 20.27). Com esse mesmo corpo glorificado Jesus Cristo voltará, pois os anjos disseram: “há de vir assim como para o Céu o viste ir (At 1.11)”.

11. Vejamos outras verdades sobre a humanidade de Jesus:

• Ele nasceu Homem Completo e Perfeito (Jo 11.33).

• Ele teve nascimento inteiramente natural (Lc 2.7).

• Ele estava sujeito às limitações humanas (Lc 22.44).

• Ele foi tentado como os demais homens (Hb 4.15).

• Ele provou a morte como os demais (Is 53.9).

12. “O Véu rasgado” – No dia da expiação, à hora do sacrifício, três da tarde, no Templo (de Salomão), reconstruído por Herodes, o sumo sacerdote sacrificou um boi e um bode, colocando-os no altar de bronze para a consumação, parte do sangue do animal derramou na base do altar de bronze, em seguida fez-se a aspersão nos chifres do altar, logo, caminhou para a bacia de bronze lavando as mãos e os pés, e entrou no Lugar Santo com a bacia de sangue, e antes de passar pelo Véu da separação (tinha dezoito metros por nove metros de dimensões, e sua grossura era equivalente à largura da mão de um homem, cerca de doze centímetros) para entrar no Santíssimo, neste momento Jesus exclamou na cruz: “está consumado”. Diante dos olhos de um sumo sacerdote perplexo, o Véu rasgou-se de alto a baixo (Mt 27.51), por um ato divino, marcando o fim da antiga aliança e o começo da nova, ou seja, o fim da “sombra” (tipos) e a chegada da “substância” (antítipos). O Caminho para Deus foi aberto para todos os que creem em Jesus Cristo. A tradição relata que o Véu do Templo foi remendado pelos sacerdotes e continuaram por mais de quarenta anos, com sacrifícios e cerimonias, até a destruição total de Jerusalém, no ano 70 D.C., pelo romano Tito (Hb 10.19-22).

13. A mensagem do véu rasgado e o seu significado:

• A Entrada Livre:

1. O poder do pecado foi destruído (Rm 6.9).

2. A atração do pecado foi anulada (Rm 6.6).

3. O pecado não nos controla mais (Rm 6.18).

4. O obstáculo do pecado foi removido (Rm 5.2).

5. Cristo pagou o preço da entrada (Cl 2.14).

6. Temos acesso pessoal a Deus (Hb10.19).

• Porque muitos não podem entrar:

1. Por causa do remendo da incredulidade (Hb 13.9).

2. Por causa do remendo dos esforços próprios (Ef 2.8).

3. Por causa do remendo do orgulho (Tg 4.6).

4. Por causa do remendo da dúvida (Tg 1.6).

5. Por causa do remendo da religião (Tg 1.27).

6. Por causa do remendo do mundanismo (Tg 4.4).

14. O “segundo Véu”, como é denominado, nos conduz para a entrada do Santíssimo, apontando para Jesus Cristo, a Vida. Adentrando além do Véu da Separação, encontramos a peça mais importante do Tabernáculo de Moisés, a Arca e o Propiciatório (o Trono de Misericórdia de Deus - a Presença de Deus - a Shequinah de Deus - a Glória de Deus - a Majestade de Deus (Jo 14.6).

15. Entre na Presença de Deus... Sinta a Presença de Deus e... Desfrute da Presença de Deus eternamente. Amém!!. As Portas Eternas se abriram unicamente pelos méritos de Jesus. A Ele glória, honra e a nossa eterna gratidão. (Sl 24.7-9).


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