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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

“FERRAMENTAS INDISPENSÁVEIS”

“FERRAMENTAS INDISPENSÁVEIS”
Para o publisher Gerson Lima, obras clássicas são essenciais à Igreja do século 21.
·         Escrito por  Da Redação 
·         Publicado em Entrevistas Nacionais 


“Ferramentas indispensáveis”


Em tempos de livros cristãos utilitários e com tantos lançamentos voltados a uma teologia superficial, muita gente aspira pelo retorno à solidez literária do passado. "Os clássicos mudam nossa mente e geram frutos para a eternidade", diz um desses entusiastas, Gerson Lima – não por acaso, publisher da Editora dos Clássicos. Apaixonado por esse tipo de obra desde 1988, quando se viu sufocado pelas exigências do seminário teológico e faminto por conteúdos mais profundos acerca da Palavra de Deus, Lima é criterioso no que publica. "Buscamos sempre a direção divina para nosso trabalho", garante. Segundo ele, não falta espaço para os clássicos – "O que falta é investimento das igrejas e lideranças", aponta.
CRISTIANISMO HOJE – Apesar da relevância das obras clássicas, comprovada pela história, os catálogos e livrarias não têm tanto espaço para elas. Qual é o efeito disso?

GERSON LIMA – Temos uma geração cristã superficial e pragmática como resultado do que a liderança está colocando na mesa como alimento. O momento é muito delicado, pois o ramo editorial transformou-se num negócio e deixou de lado sua missão e compromisso com Deus. Publica-se o que se vende, e não o que promove a glória de Deus. Como disse A.W. Tozer, temos que decidir o que não ler. Há muita areia e pouco ouro.
Até o termo "clássico" sofreu uma redução de sentido, passando a designar, muitas vezes, best-seller...

Realmente. O termo hoje sofre uma banalização por causa de certas estratégias duvidosas de propaganda. Mas os clássicos cristãos são obras geradas pelo encargo do Espírito Santo, por meio de homens que foram forjados na escola de Cristo. São obras aprovadas pelo tempo, que mudam o curso da história e, sempre que são lidas, colocam-nos em contato com o céu.
Que obras merecem ser chamadas de clássicas, em sua opinião?

Há obras que não podem faltar na biblioteca de qualquer leitor: A história dos hebreus, de Flávio Josefo (CPAD); O livro dos mártires, de John Fox, e O peregrino, de John Bunyan (Mundo Cristão); Cristianismo puro e simples, de C.S. Lewis (Martins Fontes); Confissões, de Santo Agostinho (Paulus), O Sermão do Monte, de Martin Lloyd-Jones (Fiel); A morte da razão, de Francis Schaeffer (ABU), e vários outros. Entre os escritores nacionais, posso destacar As duas naturezas do Redentor, de Heber Carlos de Campos. Mas também recomendo algumas obras de Augustus Nicodemus Lopes e Hernandes Dias Lopes, que, creio, logo se tornarão clássicos.
Do que ainda não saiu em português, o que a Editora dos Clássicos pretende publicar?

Ainda falta muita coisa boa. Temos o alvo de publicar as obras de G.Campbell Morgan, considerado mundialmente o príncipe dos expositores da Bíblia. Suas obras são consideradas por muitos o que há de melhor na categoria expositiva e de espiritualidade, mas não há nada dele em português. E seguiremos publicando os clássicos de T.Austin-Sparks. Segundo Christian Chen, Sparks e Tozer são considerados os maiores profetas do século 20.
O que fazer para despertar o interesse de editores, leitores e formadores de opinião cristãos para a importância dos clássicos?

Em primeiro lugar, é preciso entender essa importância. Os clássicos, como voz profética, são luz na escuridão da apostasia do cristianismo secularizado, apontando o rumo da vontade de Deus para seu povo. Também são excelentes ferramentas apologéticas, pois reavivam nossa comunhão com Deus, fincam nossos pés na Palavra e nos inspiram a uma vida santa de pregação. A Igreja deveria ser uma oficina de pensadores, constituídos pela Palavra e treinados para os múltiplos serviços cristãos. Nesse caminho, os clássicos são ferramentas indispensáveis.


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