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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

TRÊS ÁRVORES SIMBÓLICAS

Foi, uma vez, as árvores ungir para si um rei; e disseram à OLIVEIRA: Reina tu sobre nós. Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em prezam, e iria labutar sobre as árvores? Então disseram as árvores à FIGUEIRA. Vem tu, e reina sobre nós. Porém a FIGUEIRA lhes disse: Deixar-me-ia a minha doçura, o meu bom fruto, e iria labutar sobre as árvores? Então disseram as árvores à VIDEIRA. Vem tu, e reina sobre nós. Porém a videira lhes disse: Deixar-me-ia o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, e iria labutar sobre as árvores?”- (Juízes 9. 8 – 13).

No trecho das Sagradas Escrituras acima citado, lê-se a notável parábola de Jotão que ajuda muito a compreender o ensino simbólico das três árvores nela mencionadas.
Nesta parábola a questão era saber qual daquelas três árvores queria reinar sobre todas as outras. Em vista do lugar de privilégio e benção que já ocupavam, nenhuma delas aceitou a proposta, manifestando mesmo nas suas respostas o caráter especial de benção de cada uma delas.

A Oliveira, a Figueira e a Videira são três árvores que se encontram muitas vezes mencionadas nas Sagradas Escrituras, e todas elas se referem em primeiro lugar à nação de Israel.

Considerando-as então na sua significação simbólica, podemos dizer que:

§   A Oliveira começou com Abraão.
§   A Figueira começou no Monte Sinai.
§   A Videira começou quando Israel entrou na terra da Palestina.

Podemos aqui indicar três pontos que nos ajudarão a compreender o ensino que se nos apresenta em relação a estas árvores, e que são respectivamente:

1)       Deus dando privilégios aos homens.
2)       Deus procurando fruto no homem em natural.
3)       Deus achando em Cristo o fruto que não pode achar no homem natural.
Vamos agora considera estas três árvores separadamente.

A OLIVEIRA

O fruto da oliveira tem de ser preparado antes de se poder usar – as azeitonas tem de ser esmagadas, para se obter o a azeite ou gordura.

A oliveira está sempre verde; nunca lhe cai a folha – uma verdadeira imagem de como as promessas de Deus sempre se apresentam à fé, em toda a sua beleza e força.
Na história de Abraão e da sua descendência, segundo a carne, vê-se Deus tratando os homens de uma maneira especial, dando-lhes bênçãos e privilégios especiais. Os judeus bem sabiam o lugar de privilégio  que ocupavam, porém, pouco apreciaram tudo isto, e chegou o tempo em que Deus quebrou alguns dos ramos e os privou dos privilégios que eles tinham gozado.

Quando Deus expulsou os judeus, depois deles terem crucificado a Cristo, chamou os gentios para o lugar de privilégio, e assim, tomando o seu lugar sob o domínio de Cristo, foram chamados cristãos.

No tempo presente a cristandade está na oliveira, e Deus torna os homens responsáveis pelos privilégios que gozam.

Com respeito aos judeus, enquanto estavam na oliveira perguntou-se: Qual é logo a vantagem do judeu? ... Muita .. porque... as palavras de Deus lhe foram confiadas.” (Romanos 3. 1, 2). A principal vantagem dos judeus foi terem entre si as Escrituras Sagradas, mas agora “quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles”. (2 Coríntios 3. 15), e assim não tem as Escrituras, e o Espírito Santo como seu ensinador.

Que vantagem estamos nós tirando de todos estes privilégios que se encontram na oliveira? Se não lhes dermos o devido valor então os ramos serão quebrados e os privilégios dados a outros.

A oliveira é o símbolo mais antigo da benção; começou no tempo de Abraão e há de continuar durante o Milênio. Os cristãos estão agora no lugar do privilégio – tem as Escrituras Sagradas e o templo espiritual. O apóstolo fala aos hebreus da conexão que eles tinham com a oliveira. “Já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro”. (Hb. 6. 4, 5). Eram estes os privilégios que se notavam na oliveira, nos tempos apostólicos.

Em outro lugar o apóstolo dirige estas palavras às gentes: “Tu estás em pé pela fé; então não te ensoberbeças, mas teme; porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que te não poupe a ti também.” (Rm 11. 20, 21). Tudo isto se refere à cristandade e aos seus privilégios. Quando os ramos da benção neste mundo. Jesus disse à mulher de Samaria: “A salvação vem dos judeus.” Naquele tempo não havia salvação senão naquela nação porque era nela que havia os oráculos de Deus. Porém a salvação não vem, agora, dos judeus; eles próprios não gozam os privilégios, pois foram separados deles. Se um judeu quiser receber a benção do Evangelho há de necessariamente deixar o judaísmo, tem que receber a verdade revelada a respeito de Cristo, e depois de ter crido e ter sido balizado, será salvo; mas isto o torna realmente cristão e deixa de ser judeus. Se um pagão desejar saber alguma coisa a respeito da salvação, há de procura-la nas Escrituras Sagradas e entre os cristãos: só eles sabem o meio de salvação. Se fosse ter com judeus nada ficaria sabendo, porque eles próprios rejeitaram o Salvador. A cristandade, porém, vai ser julgada e posta à parte, porque não tem continuado na bondade de Deus.

Tudo isto dá uma ideia dos privilégios que os cristãos têm enquanto estão neste mundo; embora não tenhamos pensado muito nisto, partilhamos dos benefícios. A oliveira fala-nos de privilégios, mas com o privilégio vem sempre a responsabilidade.

Como apreciamos nós todas as vantagens que nos foram dadas na oliveira? Não vemos referência alguma, na oliveira, no mundo futuro, mas sim aos privilégios e vantagens que temos por estarmos ligados ao testemunho de Deus, na terra. Num dia futuro Israel será novamente enxertado, vindo a ocupar o lugar de privilégio aqui no mundo como lemos: “poderoso é Deus para torná-los a enxertar”.  (Rm 11. 23).

Continua ...

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