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sexta-feira, 20 de maio de 2011

O TEMPLO


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O precursor do templo foi o Tabernáculo, a tenda construída pelos israelitas enquanto acampados no deserto, junto ao monte Sinai. Após entrarem na terra prometida de Canaã, conservaram esse santuário móvel até os tempos do rei Salomão. Durante os primeiros anos do reinado deste, ele contratou milhares de pessoas para trabalharem na construção do templo do Senhor. No quarto ano do seu reinado, foram postos os alicerces. Sete anos mais tarde, o templo foi terminado. O culto ao Senhor, e, especialmente, os sacrifícios oferecidos a Ele, tinham agora um lugar preciso na cidade de Jerusalém.


Durante a monarquia, o templo passou por vários ciclos de profanação e restauração. Foi saqueado por Sisaque do Egito durante o reinado de Roboão e foi restaurado pelo rei Asa. Depois doutro período de idolatria e de declínio espiritual, o rei Acaz removeu parte dos ornamentos do templo, enviou-os ao rei da Assíria como meio de apaziguamento político e cerrou as portas do templo. Seu filho, Ezequias, voltou a abrir, consertar e purificar o templo, mas esse foi profanado de novo pelo seu herdeiro, Manassés. O neto de Manassés, Josias, foi o último rei de Judá que fez reparo no templo. A idolatria continuou entre seus sucessores, e finalmente Deus permitiu que o rei Nabucodonosor de Babilônia destruísse totalmente o templo em 586 a.C..



Cinquenta anos mais tarde, o rei Ciro autorizou o regresso dos judeus de Babilônia para a Palestina e a reconstrução do templo. Zorobabel dirigiu as obras da reconstrução, mas sob a oposição dos habitantes daquela região. Depois de uma pausa de dez ou mais anos, o povo foi autorizado a reiniciar as obras, e em breve o templo foi completado e dedicado. No início da era do Novo Testamento, o rei Herodes investiu muito tempo e dinheiro na reconstrução e embelezamento de um segundo templo. Foi este o templo que Jesus purificou em duas ocasiões. Em 70 d.C., no entanto, depois de freqüentes rebeliões dos judeus contra as autoridades romanas, o templo e a cidade de Jerusalém, foram mais uma vez arrasados, ficando em ruínas.


O significado do templo


Sob muitos aspectos, o templo tinha o mesmo significado para os israelitas que a cidade de Jerusalém. Simbolizava a presença e a proteção do Senhor Deus entre o seu povo (cf. Êx 25:8; 29:43-49). Quando ele foi dedicado, Deus desceu do céu e o encheu da sua glória (Êx 40:34-38), e prometeu que poria o seu Nome ali. Por isso, quando o povo de Deus queria orar ao Senhor, podia fazê-lo, voltado em direção ao templo, e Deus o ouviria “desde o templo” (Sl 18:6).



O templo também representava a redenção de Deus para com o seu povo. Dois atos importantes tinham lugar ali: os sacrifícios diários pelo pecado, no altar de bronze, e o Dia da Expiação quando, então, o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo a fim de aspergir sangue no propiciatório sobre a arca para expiar os pecados do povo. Essas cerimônias do templo relembravam aos israelitas o alto preço da sua redenção e reconciliação com Deus.



Em tempo algum da história do povo de Deus, houve mais de uma morada física ou habitação de Deus. Isso demonstrava que há um só Deus – o Senhor Jeová, o Deus dos israelitas, segundo o concerto. Todavia, o templo não oferecia nenhuma garantia absoluta da presença de Deus. Simbolizava a presença de Deus somente enquanto o povo rejeitasse todos os demais deuses e obedecesse à santa lei de Deus. Miquéias, por exemplo, verberava contra os líderes do povo de Deus, por sua violência e materialismo, os quais ao mesmo tempo, sentiam-se seguros de que nenhum mal lhes sobreviria enquanto possuíssem o símbolo da presença de Deus entre eles: o templo (Mq 3:9-12) e, profetizou que Deus os castigaria com a destruição de Jerusalém e do seu templo. Posteriormente, Jeremias repreendeu os idólatras de Judá, porque se consolavam mediante a constante repetição das palavras. Por causa de sua conduta ímpia, Deus destruiria o símbolo da sua presença: o templo. Deus até mesmo disse a Jeremias que não adiantava ele orar por Judá, porque Ele não o atenderia. A única esperança deles era endireitar os seus caminhos (Jr 7:5-7).

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